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Leitura Mais Arte #2

Crianças e livros, uma relação de vínculo

Em 5 anos, pelo menos 500 crianças e adolescentes passaram pela Escola Encantos (@grupoencantos) FOTO: Divulgação

 

Os livros habitam o imaginário infantil. Isso é fato. Porém, mesmo sendo tão fortes na construção da infância, há uma mudança de padrões de leitura nos tempos modernos. E aí vem a pergunta: Como aproximar a criança do livro? A resposta passa pelo que move o ser humano: os sentidos, ou seja, ver, tocar, sentir. “Os livros precisam ganhar notoriedade e espaço no cotidiano da família. É mais do que fazer com que eles estejam organizados em uma prateleira ao alcance da criança. É preciso conversar sobre as obras, resgatar a lembrança de um personagem, associar a leitura à conversa despretensiosa no café da manhã”, explica Carol Bittencourt, professora, escritora e contadora de histórias.

Carol descobriu na paixão pelos livros o próprio talento e fez dele profissão. Ela é fundadora do Grupo Encantos, que, há 11 anos, leva livros e histórias a vários pontos de Fortaleza, chegando a um número incontável de pequenos ouvintes. O grupo deu origem a Escola Encantos, um espaço habitado por livros, crianças e arte. Em cinco anos, pelo menos 500 crianças passaram de ouvintes a leitores e até a escritores.

Quando inicia a formação de um leitor?
A resposta é simples: hoje! Carol explica que sempre é tempo para começar. “Recebo famílias aflitas por não terem iniciado as narrativas para as suas crianças ainda na gestação. Em igual proporção, escuto conversas de pessoas que vão esperar o bebê crescer para que tenha maior entendimento da leitura. Podemos iniciar a formação dos nossos leitores desde a barriga. Podemos contar a nossa própria história, ler o nosso livro favorito e acalentar o bebê com a suavidade da nossa voz. Porém, não é necessário angústia caso não tenha feito isso.  Comece exatamente no momento em que perceber que o primeiro passo ainda não foi dado. Inicie a construção com o primeiro tijolo no momento em que perceber que a casa precisa ser erguida”.

É importante não subestimar a criança, achando que ela não vai compreender a leitura ou que não vai deixar você concluir, ou ainda porque ela leva o livro à boca ou já rasgou algumas páginas. Tudo isso faz parte da formação do leitor. O livro precisa ser parte da vida das pessoas, reforça Carol. “Quantos de nós, se pararmos um minuto para resgatar um livro que marcou a nossa vida não vamos embarcar na dimensão do tempo do “Era uma vez…” para lembrar daquele personagem que falou ao nosso coração. Nos importamos com ele como se fosse uma pessoa de carne e osso”.

A escolha dos livros
É preciso ter consciência de que não é porque é um livro, que é bom. Existem alimentos bons e ruins, brinquedos bons e ruins, filmes bons e ruins. O mesmo vale para os livros. Carol enumera pontos cruciais para a escolha de um bom livro. “Observe se há uma narrativa, um raciocínio lógico. Você consegue perceber que os responsáveis pela obra tiveram primor pela história, pelas ilustrações, pelas informações colocadas no livro? Esse é um ponto fundamental para a atenção que eu, como leitora, vou destinar àquela obra”.

O outro ponto está relacionado aos sentimentos que o livro provoca em você. “Ele te fez rir, se emocionar, refletir, lembrar de uma experiência pessoal? Te trouxe inquietação, questionamentos? Todas essas perguntas são para que você saiba que o livro precisa provocar algo no leitor. Nem que seja uma gargalhada gostosa de quem leu algo totalmente sem compromisso. A única coisa que o livro não pode fazer é ser indiferente.”

Tecnologia x livros
As “telas” são, hoje, as maiores concorrentes dos livros e do “brincar” de um modo geral. Mas é possível usar a ferramenta tecnológica de forma positiva. O caminho é o do equilíbrio. “Tenho vários alunos que se adaptaram muito bem à leitura digital. Outros preferem o livro físico. Por isso é importante olhar para o indivíduo e as suas necessidades. Também é válido se aprofundar na vida do autor, do ilustrador e dos assuntos abordados através de pesquisas na internet. A velha dobradinha livro mais sessão de cinema também é um ótimo recurso”.

Seja um contador de histórias
A dica é: se entregue! Esteja disponível, faça vozes, caras e bocas, não tenha medo do ridículo, se doe. Converse, escute, deixe o silêncio agir depois de uma história. Seja ponte entre a criança e o livro, mas seja também o observador da relação que se constrói. “Narrar uma história para uma criança é a oportunidade de criar vínculo afetivo e memórias. Os anos irão passar e chegará o dia em que ela falará: “Lembro do dia que ouvi uma história…” Quando isso acontecer, passado, presente e futuro irão se encontrar e a beleza do tempo do “Era uma vez…” vai se perpetuar.”

 

DICA DA LAURINHA
Jogo da memória dos monstros

Eu amo brinquedos que me desafiam. Adoro quebra-cabeça, magnéticos e memória. Um dos meus preferidos é o jogo da memória dos monstros. É do meu irmão, mas ele me empresta sempre que peço. Compartilhar brinquedos é muito legal, sabia?

O jogo é bem colorido e as caras dos monstrinhos são muito divertidas. Vibro cada vez que encontro o par.

Jogo da Memória dos monstros
Marca: BateBumbo
Onde encontrar: @joaopimpimbrinquedos

 

Comidinhas saudáveis e criativas!
Difícil encontrar uma criança que não goste de bolo. Ele é quase unanimidade entre os pequenos. Os de chocolate então… mas sabia que é possível fazer versões saborosas e saudáveis? Trouxe uma delas para vocês: bolinho de cenoura sem gluten e sem lactose.

Ingredientes
– 70g de cenoura ( aproximada-mente uma unidade média)
– 28ml de óleo de coco (aproximadamente 2 colheres de sopa)
– 2 ovos
– 80g de farinha de aveia (aproximadamente 5 colheres de sopa)
– 10g de fermento em pó (aproximadamente 2 colheres de chá)
– uva passa (é opcional, mas agrega doçura a receita)

Preparo
– Rale a cenoura
– Pré-aqueça o forno a 180 graus
– Misture todos os ingredientes, até ficar uma massa homogênea. Por último, acrescente o fermento
– Coloque a massa em forminhas de silicone (se for fazer em forminhas de alumínio, lembre de untar antes de por a massa). Leve ao forno pré– aquecido por 15min.

Calda de Chocolate
– 2 colheres de uva passa
– ½ xícara de água filtrada
– 2 colheres de leite de coco
– 1 xícara de suco de laranja
– 1 colher de sobremesa de cacau

Preparo
-Deixa as uvas passas de molho na água e no leite de coco por 30 minutos
-Despeje todos os ingredientes no liquidificador e bata até ficar com uma textura lisa e homogênea
-Armazene a calda na geladeira e acrescente no bolo quando servir

 

Por LAURA MATOS
Chef
@nupecafe

 

Atividade


Você sabia que a criança pode criar o próprio brinquedo? E que ele vai ter um significado muito especial? Quando ofertamos materiais diversos geramos possibilidades, estimulamos a criatividade.

Convide a sua criança para montar um bonequinho com copo de papel. Vamos tentar?

Materiais
1 copo de papel
1 haste de chenile
Fitas coloridas
Botões
Tinta
Pincéis
Olhinhos
Cola
Tesoura

Passo a passo
1 Faça dois furinhos nas laterais do copo e passe a haste de chenile por eles. Ela será os braços
do bonequinho.

2 Deixe a criança decorar o copo com os demais materiais.

OBS: Se a criança preferir fazer sozinha, permita que ela crie. Se pedir ajuda, você pode ir conversando: onde fica o olhinho do seu boneco? Os cabelinhos, vai fazer com fita ou com pincel? E a boquinha, você vai desenhar?

3 Peça para a criança dar nome ao boneco e celebre com ela a confecção do brinquedo. Brinque junto. Será uma experiência incrível!

 

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