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Senador Eduardo Girão critica relatório da CPMI: “peça de ficção”

Foto: Reprodução/Waldemir Barreto/Agência Senado

Na tarde desta terça-feira, (17) o senador cearense Eduardo Girão (Novo) se pronunciou, por meio de suas redes sociais, sobre o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) acerca dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O documento pede o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por “associação criminosa” e “golpe de Estado”. O parlamentar expressou sua preocupação e discordância com o conteúdo do relatório, apontando para o que ele considera uma narrativa parcial que “visa proteger os interesses dos poderosos do Governo”.

Crítico frequente da atuação da CPMI, Girão classificou o relatório como uma “peça de ficção” e acusou a maioria governista na comissão de agir para proteger o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em detrimento da busca pela verdade dos fatos.

“Esse é o relatório encomendado pela ‘tropa de choque’ lida hoje. Já era o esperado, pois o tempo todo, desde o início (que a base de Lula não queria), a CPMI agiu para blindar os poderosos do governo Lula, cujos fatos investigados mostraram cada vez mais a evidência da omissão do governo, que poderia ter evitado o que aconteceu, da forma como as coisas ocorreram”.

Girão destacou que, sob pressão da oposição, foram aprovadas a liberação das imagens relacionadas ao caso em questão. No entanto, segundo ele, o Ministro da Justiça teria sabotado a entrega dessas imagens, o que ele considerou um desrespeito à população. “O relatório da oposição e o independente são consistentes em mostrar a verdade dos fatos, mas serão derrotados no voto, pois a CPMI – um instrumento da oposição/minoria – foi sequestrada por parlamentares governistas, que formaram a maioria para proteger os poderosos de plantão”.

ACUSAÇÕES

Ainda em sua fala, Eduardo Girão reitera que o governo Lula “nunca quis essa CPMI” e aponta manobras possivelmente praticadas por representantes do governo. “Segundo parlamentares, Lula ofereceu dezenas de milhões de reais para deputados federais retirarem suas assinaturas da comissão, sem falar nos cargos públicos federais. Então, a verdade está muito clara para todo mundo. O relatório da oposição é um relatório consistente, alinhado com a verdade, fidedigno com tudo que aconteceu”.

Conforme o senador, o relatório apresentado nesta terça-feira, (17), pela relatora da CPI de 8 de janeiro, a senadora maranhense Eliziane Gama (PSD), não traz toda verdade dos fatos, escondidas como as imagens de mais de 200 câmeras de segurança supostamente apagadas e na não ação de mais de 300 homens dos pelotões da Força de Segurança Nacional que estariam de prontidão no dia 8 de janeiro.

“Faltou um comando do ministro da Justiça e isso certamente não estará no relatório da senadora Eliziane Gama, porque ela recebeu uma missão daqueles parlamentares que ocuparam uma CPMI, invadiram uma CPMI, sem sequer ter assinado por requerimento para instalação, para blindar, proteger personagens importantes do governo Lula, que foram omissos naquele fatídico dia”.