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Incêndio em Icó atinge área maior do que de municípios de Sobral e Juazeiro do Norte

O município de Icó, localizado no Centro-Sul do Estado, enfrenta um incêndio florestal de proporções impressionantes. O fogo, que se iniciou em 28 de setembro, já afeta uma área maior do que os municípios de Sobral e Juazeiro do Norte. No combate a esse incêndio, vinte e seis especialistas em combate e prevenção a incêndio florestal estão mobilizados. Inicialmente, o combate ao incêndio foi conduzido pelos bombeiros militares de Iguatu, mas a complexidade da situação levou à intervenção de especialistas, desde a última segunda-feira (2).

As ações visam criar uma linha de defesa para interromper a propagação das chamas, envolvendo a retirada da continuidade da vegetação. Segundo o capitão dos Bombeiros, Sócrates Alves Honório de Souza, um dos especialistas, esse primeiro combate não envolve o uso de água. “O primeiro combate é baseado na confecção de linha de defesa, que é a retirada da continuidade da vegetação, impedindo a propagação das chamas. Nesse caso não existe combate com água”.

Entretanto, as condições topográficas da região dificultam o acesso às áreas atingidas.

“Essa ação é bastante eficiente, porém existem fatores que dificultam a extinção total. O relevo varia bastante, são altitudes entre 310 m e 470 m, variação que dificulta o acesso por viaturas e exige o deslocamento a pé firme. O acesso ao fogo só é possível por meio de uma marcha de 1,5 km”, destacou capitão Sócrates.

O capitão Waldomiro Loreto do Nascimento, outro especialista, explicou que o combate atualmente utiliza a técnica progressiva funcional com linha rotatória. “Em resumo, é uma separação de vegetação e contenção da linha de fogo e monitoramento para impedir o avanço na vegetação. O progressivo funcional é uma linha armada com sete bombeiros militares cada, onde estes abrem linhas de defesa com foices, enxadas e soprovarredor para a separação do capinado na linha, como a caatinga possui árvores com troncos mais espessos e capinzal dificulta mais a progressão do combate”.

Imagem que mostra o estrago já feito pelo fogo em Icó. Foto: Reprodução/CBMCE

DIFICULDADES

Além das dificuldades topográficas, a região enfrenta condições climáticas desafiadoras, com rajadas de vento de até 45 km/h, temperaturas de até 38 °C e umidade relativa do ar em torno de 20%. Nessas condições, a vegetação perde umidade rapidamente, e as chamas se propagam com rapidez, aumentando o impacto ambiental. Para auxiliar no combate, uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) lançou água sobre o incêndio em uma operação coordenada com os bombeiros florestais.

Apesar das dificuldades, os bombeiros militares especialistas continuam trabalhando incansavelmente na tentativa de extinguir o incêndio por completo. A população local é orientada a evitar qualquer atividade que possa causar incêndios, especialmente devido às condições meteorológicas adversas. O incêndio florestal no Icó permanece como um desafio significativo, com as equipes de combate empenhadas em controlar a situação e minimizar o impacto ambiental na região.

Foto: Reprodução/CBMCE