Grupo liderado pelo senador Cid Gomes e composto por 17 parlamentares do PDT, entre ativos e licenciados, ingressou com um pedido de tutela de urgência na justiça. O objetivo é obter uma liminar que suspenda os efeitos do ato do presidente da executiva nacional do partido, André Figueiredo, que inativou o diretório estadual da sigla no Ceará. Além de buscar a suspensão e anulação da medida, os autores do processo pedem que o Judiciário determine que o diretório nacional se abstenha de constituir uma comissão provisória, que preserve o mandato dos membros do órgão partidário dissolvido – cujo término estava previsto para 31 de dezembro deste ano – e que mantenha o edital de convocação para uma reunião extraordinária assinado pelos filiados, visando a realização de uma nova eleição no próximo dia 18 de outubro.
Segundo a petição judicial, a medida tomada pelo dirigente ocorreu de forma “abrupta e sumária”, sem a realização de qualquer procedimento preliminar ou administrativo. A defesa dos políticos que se opõem a Figueiredo alega que não houve espaço para o contraditório ou a ampla defesa, como previsto no estatuto do partido.
Entre os parlamentares que assinam o pedido, juntamente com Cid Gomes, estão Evandro Leitão, Eduardo Bismark, Mauro Benevides Filho, Leônidas Cristino, Idilvan Alencar, Robério Monteiro, Romeu Aldigueri, Guilherme Bismark, Guilherme Landim, Marcos Sobreira, Sérgio Aguiar, Jeová Mota, Lia Gomes, Salmito Filho, Oriel Nunes Filho, Antônio Granja e Bruno Pedrosa.
DESTITUIÇÃO
A Executiva Nacional do PDT, presidida pelo deputado federal André Figueiredo, destituiu na última sexta-feira (6) toda a mesa diretora pedetista no Estado. Esse movimento ocorreu para que fosse instituída uma comissão provisória, composta por 12 integrantes e ligada ao grupo político de Figueiredo. No último dia 2, André retomou o comando do PDT Ceará. Ele havia se licenciado do diretório cearense para dar lugar a Cid Gomes. A decisão de retomar a função veio, conforme André, após o senador não cumprir com o que foi acordado entre eles.
Em relação aos acordos firmados com André Figueiredo, Cid disse que assumiu somente um compromisso: entregar o cargo em 31 de dezembro e apoiar o nome de André para continuar na presidência da executiva estadual do partido. Nas últimas semanas, Cid vinha fazendo visita a municípios do Interior do Estado, onde se buscava um alinhamento mais pacífico entre os membros da Capital e do Interior, visando fortalecer o PDT para as eleições de 2024.
