O morador de um prédio localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, filmado agredindo o porteiro do condomínio com um facão na madrugada do último domingo (1º), é alvo de suas queixas-crime: de agressão corporal e por dano ao patrimônio, movimento pelo próprio empreendimento. O agressor quebrou uma porta de vidro na portaria do prédio antes de agredir o profissional. O homem, identificado como Felipe, não está mais residindo no apartamento e o condomínio move ação para que ele não possa mais frequentar o imóvel.
As informações foram obtidas com exclusividade pelo OPINIÃO CE com uma fonte que acompanha o caso. “Ele já fez exame de corpo e delito e foram constatadas todas as agressões”, disse a fonte.
As agressões aconteceram após um desentendimento entre o porteiro e o morador por conta de uma entrega por aplicativo. Conforme apurado pela reportagem, o porteiro, que está bem e recebeu apoio da gestão do condomínio, também poderá ser acusado pelo morador por agressão. “Ele [porteiro] está muito tranquilo em relação ao processo penal. Ele foi agredido. Todo o condomínio está o apoiando e ele está recebendo todo o suporte necessário em relação a medicamentos”, aponta a fonte à reportagem.
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O profissional ainda não voltou a trabalhar no imóvel, por questão de segurança, mas o retorno deve ocorrer em breve. O condomínio também está movendo um processo para que o morador seja expulso da unidade. Também está sendo aventada a possibilidade de o morador ter problemas psicológicos, o que deverá constar nos autos do processo após perícia.
FACÃO
O caso é acompanhado pelo 2º Distrito Policial, na Aldeota. O facão, que estava na portaria no momento da agressão, foi retirado do local, por orientação das autoridades que acompanham o caso. O objeto em questão era de propriedade de um outro funcionário do condomínio, utilizado para pescaria, e não do porteiro e nem do prédio, como chegou a ser noticiado. O porteiro, em um primeiro momento, ficou receoso com a repercussão do caso, mas levou a denúncia adiante e fez o exame de corpo e delito. A expectativa é que o profissional continue trabalhando no imóvel. “Manter o agressor longe é a prioridade. Ele não vai ser preso por isso, mas é uma forma de buscar uma reparação”, disse uma fonte ao OPINIÃO CE.
O motoboy que presenciou as agressões também foi intimado pela polícia a prestar depoimento, o que deve acontecer ainda nesta semana. Já o morador deverá ser ouvido ao final do processo. O inquérito da lesão corporal ainda está em aberto.
