O senador Cid Gomes (PDT) conseguiu 58 das 84 assinaturas possíveis para convocar o Diretório Estadual do PDT para a eleição de uma nova executiva. Uma comissão formada por deputados, prefeitos e vereadores membros do diretório ainda coleta mais assinaturas. O plano é chegar a 65 signatários. “Vamos para vencer. Espero que respeitem o resultado como respeitamos a derrota da Izolda [Cela, na escolha para concorrer ao Governo do Ceará, em 2022]”, disse o deputado estadual Osmar Baquit, após quatro horas de reunião no auditório da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (3).
As informações são do colunista do OPINIÃO CE, Roberto Moreira. A expectativa é que a eleição da executiva ocorra no próximo dia 16.
O senador Cid Gomes, que até a manhã desta segunda-feira (2) era o presidente estadual em exercício do PDT, tenta recuperar o controle do partido. Segundo ele, o objetivo segue sendo o de “pacificar” a sigla. Cid afirmou ter sido surpreendido pelo deputado federal André Figueiredo, que o destituiu do comando da executiva estadual.
Figueiredo e Cid tinham uma acordo, firmado em julho, quando a crise do PDT atingiu seu ápice no Ceará. O grupo ligado ao senador se articulava para convocar eleições para escolher uma nova direção estadual dos trabalhistas. Carlos Lupi, presidente nacional licenciado do PDT, veio a Fortaleza para acalmar os ânimos. Foi costurado então um acordo para que o senador assumisse a presidência estadual do PDT até o dia 31 de dezembro. Em contrapartida, André Figueiredo contaria com apoio de Cid em sua reeleição ao comando da sigla no Estado.
Em comunicado nesta segunda, Figueiredo elencou os motivos da retomada antecipada. “Pedi licença da direção do partido com três premissas básicas. Uma era o avanço de uma pacificação interna. Dois era a não emissão de carta de anuência para qualquer companheiro; e três, nenhuma aproximação com o Governo Elmano [PT] sem uma prévia conversa entre eu, Lupi, Cid e Elmano. Lamentavelmente o que nós vimos foi que tivemos cada vez mais dificuldades na pacificação. Foi emitida uma carta de anuência para o presidente da Assembleia, Evandro Leitão, sem uma conversa com a direção nacional do partido“, destacou.
Indagado sobre o clima de animosidade gerado na última sexta-feira (29 de setembro) durante a reunião do partido, em Fortaleza, o senador rebateu, dizendo que muitos discursos foram acalorados, entretanto, negou ter havido a possibilidade de alguns filiados irem às vias de fato. “Não chegou nem perto disso”, assegurou. Para Cid Gomes, a verdadeira motivação da crise interna no PDT é a falta de reconhecimento dos erros cometidos durante as eleições do ano passado. “Ao invés de terem humildade para reconhecer o erro, insistem numa posição de disputa e de vingança”, afirmou.
