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No Ceará, Alckmin defende reforma tributária e protagonismo do Estado na transição energética

Foto: Reprodução/Governo do Ceará

O vice-presidente Geraldo Alckmin (SPB) ressaltou, nesta sexta-feira, 29, em agenda no Ceará, a força do Estado na área de transição energética. Segundo ele, “o Ceará é a capital das energias renováveis solar e eólica”. A fala foi proferida durante a passagem do vice-presidente no encontro Diálogos Exporta Mais Brasil, evento de encerramento da 5° rodada do programa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Fortaleza.

Durante o momento, foram discutidas questões relacionadas a novas oportunidades de investimentos para o Ceará. Conforme defendeu Alckmin, “a reforma tributária vai desonerar totalmente investimento e importação, além de beneficiar o Nordeste, pois sai da origem para o destino”. 

“O Ceará vai poder atrair muito investimento com a energia limpa da neoindustrialização. O hidrogênio verde é o grande caminho para o mundo descarbonizar e, para ser verde, precisa ter energia renovável. A transição de energia é fundamental. O presidente Lula assinou, no dia 27, cinco contratos que somam R$ 16 bilhões de leilão de transição e assinará mais dois: um em dezembro e outro no começo de 2024. Nós vamos ter uma grande rede de equipe de transição no Nordeste. Estamos otimistas de que vai ter um ciclo bom”, enfatizou.

Realizada no Palácio da Abolição, em Fortaleza, a solenidade contou com as presenças do governador Elmano de Freitas (PT); da vice-governadora Jade Romero (MDB); do ministro da Educação, Camilo Santana (PT); e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. Também participaram do momento a senadora Augusta Brito (PT); o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão (PDT); o secretário do Desenvolvimento Econômico, Salmito Filho (PDT); além de deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

Foto: Reprodução/Governo do Ceará

Também nesta sexta, 29, a comitiva visitou o Complexo Industrial Portuário do Pecém, na Grande Fortaleza. O Complexo representa uma parceria entre o Governo do Ceará (70%) e o Porto de Rotterdam (30%), que gera cerca de 80 mil empregos diretos e indiretos. Segundo o secretário Salmito Filho, o Ceará lidera esforços nacionais para o desenvolvimento de cadeias de hidrogênio verde, com a primeira planta do Brasil instalada no Estado, e investimentos de mais de US$ 30 bilhões (R$ 145,7 bilhões) sinalizados. “Até 2034, a capacidade de produção de hidrogênio verde no polo do Pecém será de 6 gigawatts”, destacou.

APOIO CONTÍNUO

Ao destacar o apoio do Governo Federal para o desenvolvimento contínuo do Ceará, o governador Elmano expressou o desejo de fazer do Estado um ponto importante para a neoindustrialização por meio do hidrogênio verde.  

Nós queremos muito exportar hidrogênio verde, mas nós queremos algo que, penso eu, é mais ousado para todos e que representará uma mudança do padrão econômico do Ceará. Por décadas, nós temos 4% da população em torno de 2% do PIB nacional. Sempre sonhamos em chegar nesses 4% e acreditamos que isso é possível com uma mudança da planta industrial, que é de fato muito mais ampliada no Ceará. Queremos o hidrogênio verde para, aqui no Ceará, sermos um ponto importante da neoindustrialização e termos uma planta industrial moderna, com matriz energética e digitalização”, declarou.

O ministro da Educação, Camilo Santana, salientou a importância da localização geográfica do Ceará, tornando o estado uma verdadeira porta de entrada no Brasil. “O Ceará tem uma vocação muito grande por sua localização, pelo seu potencial de produção de energia renovável, principalmente o hidrogênio verde. A grande alavanca da economia cearense é investir no capital humano e no nosso potencial, que casa com o interesse do mundo hoje, que olha para as energias renováveis”, afirmou.

RENEGOCIAÇÃO 

Aproveitando a visita de Alckmin a Fortaleza, o deputado federal Danilo Forte (União) reforçou, com o vice-presidente, o pleito pela regulamentação da lei de renegociação de dívidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). “Essa medida não apenas alivia os pequenos produtores rurais, mas também é crucial para o projeto de reindustrialização do Ceará e do Nordeste. Juntos, estamos trabalhando para impulsionar nosso setor produtivo e fortalecer nossa economia”, afirmou, nas redes sociais.