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‘Ceará Sem Fome’ chega a 233 cozinhas cadastradas na Grande Fortaleza e Interior

Foto: Divulgação/Governo do Ceará

O Ceará Sem Fome atingiu a marca de 233 cozinhas em funcionamento na Grande Fortaleza e Interior do Estado, nesta quarta-feira, 27. No mesmo dia, foram distribuídas 22.464 refeições prontas para cearenses que se encontram em insegurança alimentar. A meta do programa é distribuir 100 mil refeições a cada dia, cinco vezes na semana, sendo 71 mil no interior e 29 mil na Capital. Uma das unidades em funcionamento está na cidade de Maracanaú e foi visitada pela primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do programa, Lia de Freitas.

“Cada vez que vamos às cozinhas, nós temos a certeza que o Governo do Estado deu um passo certo. Acreditamos no potencial da sociedade civil e estamos aprendendo a cada dia, ajustando o que é preciso ajustar e aprendendo mais ainda, com a certeza que o nosso povo, sim, será acolhido. Porque aqui, além do alimento, ouviremos também as demandas de cada pessoas atendida”, destacou Lia de Freitas.

Durante a entrega das marmitas, o coordenador da Central de Movimentos Populares, Thiago Celestino, ressaltou o diálogo que existiu entre a primeira-dama e sua equipe, com a sociedade civil, quando o programa ainda vinha sendo estruturado. “A gente conversou lá no gabinete da primeira-dama e hoje celebrar aqui esse momento é um motivo de muita alegria e de muita gratidão. Dizer que a nossa luta e o nosso esforço valeram a pena e que vamos alimentar e estamos na luta para o Ceará ser o primeiro estado a tirar o seu povo do mapa da fome”, disse.

GERENCIAMENTO

Combater a fome do Estado, esse é o objetivo central do projeto que é construído com o trabalho das esferas públicas e privadas, e o engajamento da sociedade civil. As Redes de Unidades Sociais Produtoras de Refeições, por intermédio do Governo do Estado, são responsáveis por gerenciar, produzir e distribuir refeições saudáveis para a população beneficiada pelo programa. As cozinhas fazem parte da segunda ação emergencial do programa ‘Ceará Sem Fome’. Na primeira ação emergencial, o Governo distribuiu um cartão auxílio para a compra de alimentos. Neste momento, as entidades selecionadas pelo edital da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), passam por avaliação através de visitas técnicas, de estrutura e capacidade, para avaliar sua adesão ao programa.

A expectativa é que Fortaleza receba 300 cozinhas comunitárias e outras 998 serão espalhadas em regiões metropolitanas.

Enquanto as cozinhas são instaladas, equipes de profissionais que integram o Grupo de Trabalho do Ceará Sem Fome, com o envolvimento também do Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (Nutec), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e também de profissionais capacitados nas próprias Unidades Gerenciadoras, repassam as orientações em boas práticas no preparo das refeições que serão servidas à população.

Nesta quarta-feira, cozinheiras da cidade de Aracati, Ererê, Iracema, Potiretama e Santa Quitéria receberam a capacitação. Já na sexta-feira, 29, é a vez de Jaguaretama, Jaguaribe, Nova Russas e Pereiro.

INSUMOS

Através de uma plataforma de compras da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, as entidades responsáveis por gerenciar as cozinhas comunitárias conseguem insumos da agricultura familiar para a produção das refeições diárias. O processo é parecido com uma “licitação”, as entidades recebem orçamentos no sistema e, através da resposta de produtores agrícolas, ganham os insumos. Já foram repassados mais de R$ 45 milhões para a compra de alimentos.

CUSTEIO POR REFEIÇÃO

O Governo do Estado repassa para a entidade parceira o valor de R$ 7,31 por refeição produzida, diariamente, sendo R$ 5,87 para compra de insumos e custo operacional das Unidades Sociais Produtoras de Refeições e R$ 1,44 para custeio da Unidade Gerenciadora. As unidades foram selecionadas através de edital da Secretaria de Desenvolvimento Agrário.

POPULAÇÃO BENEFICIADA

Para receber a refeição diária, a população deve procurar a unidade de gerenciamento para o cadastro, o beneficiário deve estar em insegurança alimentar grave (IA grave) e com renda per capita de até R$ 218. Caso a unidade gerenciadora ultrapasse as 100 senhas diárias, o excedente deve ir para uma fila de espera.

“Esses beneficiários serão validados pelo Governo do Estado, a partir da análise dos dados da Secretaria de Proteção Social. A análise é uma forma de trazer essas pessoas para uma inclusão socioeconômica e também fazer um cruzamento de dados com os 43 mil beneficiários do cartão Ceará sem Fome”, destaca a primeira dama e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do programa Ceará Sem Fome, Lia de Freitas.

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

As refeições são produzidas, diariamente, pela própria população, gerando empregabilidade. As cozinheiras e auxiliares de cozinha prestam serviços para o programa como microempreendedoras, no valor de R$ 600.