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HGF realiza mutirão do Programa de Próteses Oculares durante esta semana

Cerca de 3 mil pessoas já foram beneficiadas com próteses no HGF. Entre elas, Joana D'arc Oliveira Foto: Felipe Martins/ Governo do Ceará

Desde esta segunda-feira, 25, indo até sexta-feira, 29, o ambulatório de Oftalmologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) realiza mais um mutirão do Programa de Próteses Oculares. Nesta edição, 159 pacientes foram convocados para aplicação e adaptação de próteses oculares. Um dos principais objetivos do programa é devolver a autoestima às pessoas que perderam o olho. Para participar do programa, é preciso de encaminhamento, a partir de uma unidade básica de saúde (UBS), à Central de Regulação da Secretaria da Saúde (Sesa).

“A minha autoestima era baixíssima. Por muitos anos, eu sequer conseguia encarar as pessoas de frente, era muito tímida. Hoje, com a prótese ocular, posso dizer que sou uma mulher que não sente mais vergonha de nada”, relata Joana D’arc Oliveira, de 61 anos. Cega de um dos olhos desde os 12, a dona de casa passou a enxergar a vida de forma diferente, após ser beneficiada pelo programa do HGF.

Joana D’arc Oliveira recebeu uma prótese ocular, por meio do Programa de Próteses Oculares do HGF, em 2019. A iniciativa do Serviço de Oftalmologia em parceria com o Serviço Social da instituição existe há 21 anos, e realiza distribuição e aplicação de próteses oculares em pacientes que, por motivos diversos, sofreram uma perda de olho.

“Hoje, eu me sinto bonita, fotogênica, adoro tirar fotos. Antes eu me escondia (das fotos). Agora, as pessoas reclamam que eu quero tirar foto o tempo inteiro”, brinca Joana D’arc Oliveira. “O mais importante é que tenho segurança de olhar para as pessoas de cabeça erguida, eu encaro qualquer problema”, acrescenta. “Inicialmente, o paciente passa por uma consulta oftalmológica completa, na qual avaliamos se ele possui condições de adaptação, volume adequado, qual o melhor tipo e o tamanho ideal da prótese”, explica o oftalmologista do HGF, Felipe Miranda.

A partir da triagem, é aberta uma lista de espera para o mutirão de aplicações. Os pacientes aptos são convocados e uma equipe técnica analisa as características do olho do paciente para encontrar a prótese mais parecida e fazer a aplicação.

São mais de 1,5 mil peças de próteses com variações de cores e pigmentação de veias disponíveis para adaptação. “Essa pluralidade é importante porque a gente sempre consegue garantir que o paciente tenha uma prótese muito parecida com o olho dele, o que, muitas vezes, torna a deficiência quase imperceptível”, ressalta a assistente social que integra a equipe do HGF, Joélia Penha. “E o que a gente mais quer é que eles não se sintam diferentes, porque existe muito bullying, principalmente na infância e na adolescência. Isso mexe muito com a saúde mental dessas pessoas”, complementa.