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“Inadmissível”, diz Camilo sobre caso de gestos obscenos de alunos em SP

Foto: Reproduçao/Redes Sociais

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), informou que o Ministério da Educação (MEC) notificará a Universidade de Santo Amaro (Unisa) para apurar quais providências serão tomadas pela instituição no caso de masturbação coletiva masculina em jogo de vôlei feminino. “É inadmissível que futuros médicos ajam com tamanho desrespeito às mulheres e à civilidade”, apontou o ex-governador do Ceará, em suas redes sociais.

A notificação, segundo o petista, será por meio da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). O caso teve repercussão neste fim de semana. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver homens seminus ao lado de uma quadra, no qual simulam o ato de masturbação no momento em que era disputada uma partida de vôlei feminino, no campeonato Intermed.

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Nesta segunda, 18, a Unisa afirmou que identificou e expulsou alunos do curso de medicina que participaram do episódio. No entanto, não foi informado quantos estudantes foram expulsos.

“Assim que tomou conhecimento de tais fatos, mesmo tendo esses ocorrido fora de dependências da Unisa e sem responsabilidade da mesma sobre tais competições, a Instituição aplicou sua sanção mais severa prevista em regimento”, disse a universidade.

REPERCUSSÃO

A União Nacional dos Estudantes (UNE), organização estudantil de representação aos alunos do ensino superior brasileiro, divulgou nota em que repudia o caso. “Absurdas as cenas dos alunos de medicina da Unisa durante os jogos universitários. Esses estudantes precisam ser responsabilizados pelos crimes cometidos em uma conduta inaceitável durante um jogo de vôlei feminino”.

“Não podemos tolerar que casos como esse continuem acontecendo. A nossa luta sempre será por um ambiente universitário sem machismo e sem assédio”, escreveu a entidade.

A ministra das mulheres, Cida Gonçalves, também repudiou o caso. “O episódio da Universidade Santo Amaro, que veio à tona neste domingo, é um completo absurdo”, afirmou. “Estamos tomando as providências cabíveis. De Nova Iorque, onde participo de agendas da ONU, estou acompanhando o caso e dialogando com a equipe do Ministério das Mulheres”, completou a titular da pasta.