O volume de vendas do comércio varejista de julho deste ano teve alta de 12,3% no Ceará em comparação ao mesmo mês, em 2022. Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente a julho do último ano, as vendas no comércio varejista tiveram alta em 21 das 27 unidades da Federação, com destaque para, além do Ceará, os estados de Tocantins (14,6%) e Maranhão (11,0%). As quedas mais intensas ocorreram em Rondônia (-1,6%), Rio Grande do Sul (-1,1%) e Mato Grosso (-0,6%).
O Ceará também se destacou em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção. O índice registrou crescimento em 24 UFs, com destaque para Bahia (28,6%), Maranhão (26,5%) e Ceará (24,5%). Apenas Mato Grosso do Sul (-12,2%), Roraima (-2,2%) e Goiás (-1,8%) obtiveram resultados negativos, conforme o IBGE.
BRASIL
Em todo o País, as vendas no comércio varejista cresceram 0,7% em julho na comparação com o mês anterior, de junho. Este é o segundo mês consecutivo de alta. Em junho, o crescimento havia sido de 0,1%. No acumulado do ano, o resultado é positivo em 1,5%. Em 12 meses, há uma expansão de 1,6%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 2,4% nas cidades brasileiras. Com os resultados, o comércio varejista está 2,2% abaixo do nível recorde da série, de outubro de 2020.
Na comparação entre julho e junho, quatro das oito atividades avaliadas pelo IBGE tiveram crescimento de vendas, com destaque para o segmento de equipamentos e material para escritório informática e comunicação, com alta de 11,7%. O ramo tem apresentado grande flutuação ao longo do ano, positivas e negativas. Segundo a pesquisa, o dólar e mudanças na política de importação ajudam a explicar a alta de julho.
A segunda maior alta foi no setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que apresentou expansão de 8,4%. Isso acontece porque algumas grandes lojas realizaram uma espécie de antecipação de Black Friday, com maiores descontos.
O ramo hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, responsável por mais de 45% do setor de comércio, teve crescimento de 0,3% ante junho. Nos últimos dois anos, esse segmento soma alta de 1,7%. Para o IBGE, o resultado positivo é reflexo de uma pressão menor da inflação. A outra atividade que fechou julho com número positivo foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). Apresentaram queda em julho as atividades tecidos, vestuário e calçados (-2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%); móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e combustíveis e lubrificantes (-0,1%).
