Durante pronunciamento no plenário, o senador Eduardo Girão (Novo) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) depois que a presidente da corte, ministra Rosa Weber, autorizou o julgamento da ação movida pelo Psol que trata da descriminalização do aborto até a 12ª semana da gravidez, da qual é relatora. O parlamenta cearense alegou que a pauta demonstra um posicionamento ideológico e que os esforços para julgar o tema representam o ativismo judicial praticado pelo STF. Ele também alertou que o tema pode incendiar o país, já que a maioria da população brasileira é contra o aborto.
“É isso que o Supremo Tribunal quer? Incendiar o País, colocando uma pauta a esta altura do campeonato? Depois de tudo que a gente está vendo a partir da corte máxima deste país, perseguindo pessoas, inquéritos ilegais, rasgando a Constituição, liberando corruptos, vão querer legalizar o aborto? Qual é a prioridade de legalizar o aborto na pauta nacional hoje? Isso é desejo da população brasileira? É óbvio que não. É desejo de poucos militantes que usam toga, assim como fizeram na questão das drogas”, comentou.
O senador também mencionou o exemplo do projeto que propôs suprimir o artigo 124 do Código Penal Brasileiro (CPB), que caracteriza como crime o aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento. O parlamentar lembrou que o texto foi derrotado na Câmara dos Deputados após quase 30 anos de tramitação. Ele afirmou que matérias relacionadas ao aborto são amplamente rejeitadas pelo Congresso Nacional, refletindo o posicionamento da sociedade brasileira.
“Só na CCJ, se eu não me engano, foi de 33 a 0. E olha que, naquela época, tinha o governo Lula a favor, tinha todo um sistema. Os deputados agiram de acordo com a população brasileira, derrotaram o projeto que tramitava na casa há quase 30 anos. Aqui, no Senado, você pode ter certeza, é a mesma coisa. Matérias nesse sentido são derrotadas fortemente pelos parlamentares desta casa, porque é uma matéria que é pauta nacional, que aflige evangélicos, católicos, espíritas”, argumentou Eduardo Girão. Com informações da Agência Senado.
