Fortaleza apresentou a maior taxa de inflação de agosto, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital cearense apresentou variação de 0,74% no IPCA em relação ao mês anterior. Conforme a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 12, os principais motivos para o resultado são as altas nos preços da gasolina e da energia elétrica residencial.
A alta no preço da gasolina na Capital foi de 4,98% no mês de agosto. Já os custos da energia elétrica residencial sofreram aumento percentual de 2,76%. Para o cálculo, foram comparados os preços coletados de 29 de julho a 29 de agosto de 2023 com os preços vigentes entre 29 de junho e 28 de julho do ano. A inflação de 0,74% é 0,57 ponto percentual (pp) maior que a registrada no mês de julho na cidade.
No ano, Fortaleza acumula alta de 3,62% no IPCA. Já em relação aos últimos 12 meses, a alta registrada é de 4,50%. Em âmbito nacional, o IPCA foi de 0,23% no mês de agosto. No ano, o IPCA do país acumula alta de 3,23%. Nos últimos 12 meses, a alta é de 4,61%, índice superior ao da capital cearense. Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), Fortaleza aparece em segundo lugar do país, com 0,59% de inflação. Em julho, a alta na Capital foi de 0,06% em comparação ao mês de junho, 0,53 pp inferior ao índice de agosto.
BRASIL
Na média nacional, o IPCA ficou em 0,23% em agosto, 0,11 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,12% registrada em julho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,23% e, nos últimos 12 meses, de 4,61%. Em agosto de 2022, a variação havia sido de -0,36%, conforme o IBGE. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta no mês. O maior impacto positivo (0,17 p.p) e a maior variação (1,11%) vieram de Habitação. Destacam-se, ainda, as altas de Saúde e cuidados pessoais (0,58% e 0,08 p.p.) e Transportes (0,34% e 0,07 p.p.). No lado das quedas, o grupo Alimentação e bebidas caiu pelo terceiro mês consecutivo (-0,85% e -0,18 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,09% de Comunicação e o 0,69% de Educação.
A queda do grupo Alimentação e bebidas (-0,85%) deve-se principalmente ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,26%). Destacam-se as quedas da batata-inglesa (-12,92%), do feijão-carioca (-8,27%), do tomate (-7,91%), do leite longa vida (-3,35%), do frango em pedaços (-2,57%) e das carnes (-1,90%). No lado das altas, o arroz (1,14%) e as frutas (0,49%) subiram de preço, com destaque para o limão (51,11%) e para a banana-d’água (4,90%). Já a alimentação fora do domicílio (0,22%) registrou variação próxima à do mês anterior (0,21%), em virtude das altas do lanche (0,30%) e da refeição (0,18%). Em julho, as variações desses subitens haviam sido de 0,49% e 0,15%, respectivamente.
No grupo Habitação (1,11%), assim como observado em Fortaleza, a maior contribuição (0,18 p.p.) veio da energia elétrica residencial (4,59%) Além disso, reajustes foram aplicados em quatro áreas: Vitória (9,64%), onde o reajuste de 3,20% teve vigência a partir de 7 de agosto; Belém (8,84%), com reajuste de 9,40% a partir de 15 de agosto; São Luís (7,03%), com reajuste de 10,43% com vigência a partir de 28 de agosto; e São Paulo (3,94%), onde o reajuste de -1,13% foi aplicado a partir de 4 de julho, em uma das concessionárias pesquisadas.
Ainda em Habitação, a alta da taxa de água e esgoto (0,19%) decorre de reajustes em três áreas: de 5,02% em Brasília (4,55%), a partir de 1º de agosto; de 1,37% em Vitória (1,24%), a partir de 1º de agosto; e de 3,45% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,11%), a partir de 1º de julho. Já a queda em gás encanado (-0,68%) decorre de reduções tarifárias em duas áreas de abrangência: Curitiba (-1,81%), redução de 2,23% a partir de 4 de agosto e Rio de Janeiro (-1,35%), com redução média de 1,70% a partir de 1º de agosto.
