Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), a participação da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) no PIB do Ceará diminuiu em 2020, no primeiro ano da pandemia de covid-19. Os dados mais recentes, do trabalho “Produto Interno Bruto Municipal – PIB dos Municípios do Ceará – regiões de Planejamento-2020”, foram divulgados pelo Governo nesta sexta-feira, 8. Em compensação, o Interior passou a ter uma participação maior no PIB estadual.
Conforme o estudo, a RMF contribuiu em R$ 103,09 bilhões (61,77%) ao PIB do Ceará em 2020. No ano anterior, no entanto, a contribuição havia sido de R$ 103,29 bilhões (63,15%).
A participação da RMF no PIB do Estado de 2019 a 2020, de acordo com o Ipece, mostra uma queda de 1,38%. Segundo o Instituto, tal perda pode ser explicada pelos efeitos negativos causados pelas restrições sanitárias relativas à pandemia da covid-19. Isso ocorre, pois as restrições afetaram “negativamente grande parte das atividades econômicas pertencentes aos setores dos serviços e indústria, no qual apresentam grande concentração nos municípios pertencentes a RMF”, explica o estudo.
Em relação aos anos de 2002 e 2010, entretanto, a RMF tinha uma participação de 64,48% (1,33% menor que 2019) e 65,45% (2,3% menor que 2019) no PIB do Estado, respectivamente. A queda, no período – sem efeitos da pandemia -, também chama atenção para uma maior distribuição de riqueza entre os municípios cearenses nos últimos anos.
INTERIOR
Se por um lado a Capital e sua Região Metropolitana tiveram queda na participação do PIB, o Interior mostrou-se mais participativo. Em 2019, os municípios interioranos geraram R$ 60,27 bilhões (36,85%). Já em 2020, tal valor subiu para R$ 63,81 bilhões (38,23%), um aumento percentual de mais de 1,38%. O trabalho revela ainda que, em relação às Regiões de Planejamento, 74,28% do que foi produzido no Ceará estão concentrados em três regiões: Grande Fortaleza, com 61,77%; Cariri, com 8,16%; e Sertão de Sobral, com 4,35%.
Na comparação de 2020 com o ano de 2002, as regiões que registraram maiores ganhos de participação foram: Cariri, com ganho de 0,96%; Serra da Ibiapaba, 0,92%; e Litoral Norte, 0,76%. Por outro lado, as regiões de planejamento com maior perda na participação durante o mesmo período foram: Grande Fortaleza, com perda de 2,71%; Sertão de Sobral, perda de 0,46%; e Vale do Curu, perda de 0,19%.
PIB PER CAPITA
Já no PIB per Capita, a RMF apresentou valor 1,97 vez maior do que o Interior do Estado. Na comparação por Região de Planejamento, apenas a Grande Fortaleza (R$ 24.918) apresentou um valor superior ao do Ceará (R$ 18.168). Por município, no entanto, a Capital Fortaleza ocupa apenas o sétimo maior do Estado. O maior PIB per Capita é de São Gonçalo do Amarante, na RMF, que ocupa o primeiro lugar desde o ano de 2017. Confira a lista dos dez maiores PIB per Capitas por município:
- São Gonçalo do Amarante (R$ 83.473,11);
- Eusébio (R$ 58.604,18);
- Maracanaú (R$ 43.116,46);
- Aquiraz (R$ 42.147,15);
- Pereiro (R$ 25.214,91);
- Horizonte (R$ 25.074,33);
- Fortaleza (R$ 24.253,93);
- Itaitinga (R$ 23.330,76);
- Sobral (R$ 21.343,10);
- Jijoca de Jericoacoara (R$ 21.191,38).
