No primeiro 7 de Setembro após o Governo Bolsonaro (PL), personalidades da política cearense destacam o “resgate” dos símbolos nacionais em alusão à data comemorativa. Durante a gestão do ex-presidente, o Executivo estadual não participou dos desfiles. A tradicional cerimônia realizada na Beira-Mar, em Fortaleza, contou com a presença do governador Elmano de Freitas (PT) – que participa do evento antes de viagem à China – e do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Evandro Leitão (sem partido).
A vice-governadora, Jade Romero (MDB), também comentou sobre a data.
Pelas redes sociais, o chefe do Executivo cearense ressaltou que a data marca a oportunidade de reafirmar “o compromisso em defesa da união de todas e todos os brasileiros”. “O Brasil vive um momento de resgate do sentimento de pertencimento e de identificação com os símbolos da nossa pátria: a bandeira e o hino nacional”, destacou Elmano.
“É tempo de relembrar e honrar o passado de luta do Ceará pela democracia e celebrar nossa força para colaborar na construção do Brasil do futuro, mais justo, inclusivo e que respeita a diversidade do seu povo”, completou.
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“Neste 7 de Setembro, celebremos a independência do Brasil com orgulho. Que este dia seja um lembrete do valor da liberdade, da democracia e da importância de lutar pelos nossos ideais. Viva o Brasil!”, destacou a vice-governadora Jade Romero, em suas redes.
EVANDRO LEITÃO
Outra personalidade do Ceará, Evandro Leitão, que assume o Governo do Estado nesta quinta-feira por conta de viagens de Elmano e Jade Romero, a vice, foi mais sucinto em sua publicação, mas também destacou a “defesa” dos símbolos nacionais. “Celebramos hoje a independência do Brasil, pautada pela defesa da democracia e dos nossos símbolos nacionais, que pertencem a quem verdadeiramente ama este país e todas as suas potencialidades”, apontou. “Viva a garra do povo brasileiro!”, finaliza.
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LULA
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Fora do espectro político cearense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também destacou a importância da celebração e ressaltou ser um “dia de união”. “Não será um dia nem de ódio, nem de medo”, disse o chefe de Estado, em suas redes sociais. “Em apenas oito meses, recolocamos o Brasil no rumo da democracia, da soberania e da união”, pontuou o presidente ao fim da fala.
“Com fé, trabalho e esperança, nosso país voltou a crescer e mostrar que soberania é ter o povo no centro das decisões e das ações do governo”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores estiveram, nos últimos anos, comumente atrelados aos principais símbolos brasileiros, como a bandeira, o hino nacional e a camisa da Seleção Brasileira de Futebol. As campanhas de Bolsonaro e de seus aliados utilizam da estética verde e amarela e do símbolo máximo do país – a bandeira – como elementos cruciais.
Devido à utilização dos símbolos, os últimos desfiles do 7 de Setembro assumiram uma posição política mais forte. Durante os quatro anos do Governo Bolsonaro, a data contou com falas polêmicas do então líder nacional, que envolveram desde a exaltação ao Golpe Militar de 1964, críticas ao sistema eleitoral e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) – de modo mais enfático ao ministro Alexandre de Moraes.
