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Elmano evita falar sobre mausoléu em desfile do 7 de Setembro: “não é dia para polêmica”

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governador Elmano de Freitas (PT) destacou que o 7 de Setembro deve ser um “dia de união”. A declaração foi feita ao OPINIÃO CE nesta quinta-feira, durante a primeira celebração da data após o Governo Bolsonaro (PL). Em alusão ao momento, outras personalidades políticas cearenses destacaram o “resgate” dos símbolos nacionais Elmano foi questionado sobre a mudança de local do Mausoléu do Castelo Branco, primeiro comandante da Ditadura Militar. A alteração gerou um intenso debate entre favoráveis e contrários à medida.

“Hoje é dia de se discutir o dia da pátria, da Independência do Brasil. Hoje não é dia para polêmica, é dia de união”, disse ao OPINIÃO CE.

O presidente do Legislativo cearense, Evandro Leitão, que assumirá o Governo com as ausências de Elmano e Jade Romero (MDB), a vice, durante 10 dias, também minimizou a polêmica: “Não vi neda [de manifestação negativa]. Aliás, as manifestações foram todas positivas em relação ao desfile”, disse Evandro. “É sempre muito bonito a gente acompanhar as manifestações cívicas e democráticas no nosso País. E, no 7 de Setembro, é importante que se celebre a democracia”. 

Nesta semana, o assunto do mausoléu ganhou destaque em sessão na Assembleia Legislativa do Ceará. O deputado estadual Romeu Aldigueri, líder do Governo Elmano na Casa, rebateu o seu correligionário Queiroz Filho (PDT) pelas críticas feitas à decisão do Governo do Estado. Em sessão, Aldigueri disse ser “de sangrar os olhos”, um pedetista “defender o indefensável”. “Se a gente entrar no Google e pesquisar ‘Castelo Branco’, aparece lá: primeiro presidente da Ditadura Brasileira”, disse.

“O seu primeiro ato foi a criação do Ato Institucional 2, que aboliu o pluripartidarismo. Aboliu as eleições diretas no Brasil e aboliu o direito dos deputados terem o seu mandato”, completou o líder do Governo.

Queiroz Filho defendeu, por sua vez, que o Estado está passando por dificuldades maiores do que a necessidade de mudar nomes das coisas. “Essa discussão, pra esse momento, desse revisionismo imposto, com tantas outras dificuldades que o Ceará passa. Tá tudo tranquilo em relação às facções [criminosas], né? As cirurgias, estão todas realizadas, todas feitas, né? Até parece”, ironizou o parlamentar. “Tem que mudar o nome do Castelão, da Avenida Leste Oeste, do bairro Presidente Vargas. A história não muda e a gente precisa compreender a história até para não repetir os erros cometidos no passado“, afirmou.

DESFILE

O 7 de Setembro de 2023 marca a volta do Governo do Estado ao desfile anual. Durante os quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro, os governadores Camilo Santana (PT) e Izolda Cela (sem partido) não compareceram ao evento, seja pelo tom político que a cerimônia assumiu ou pela pandemia de covid-19. Em suas redes sociais, Elmano pontuou que o “Brasil vive um momento de resgate do sentimento de pertencimento e de identificação com os símbolos da nossa pátria: a bandeira e o hino nacional”.