O desfile de 7 de Setembro na Capital Fortaleza reuniu um grande público na manhã desta quinta-feira. Cerca de 8,2 mil civis e militares participaram da celebração, conforme dados parciais. A ocasião marcou a volta do Executivo cearense à cerimônia após os quatro anos do Governo Bolsonaro. Durante a gestão do ex-presidente, o caráter político que a data assumiu afastou os governadores Camilo Santana (PT) e Izolda Cela (sem partido).
A cerimônia iniciou após a chegada do governador Elmano de Freitas (PT) ao Comando da 10ª Região Militar, no Centro de Fortaleza. Na sequência, o chefe do Executivo saiu em carro aberto até a Avenida Abolição, que marcou o início do desfile.
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Além de Elmano, o evento contou com as presenças da Força Expedicionária Brasileira (FEB), de Escolas Municipais, Estaduais e Particulares, de Escolas Militares, Associações, Projetos, Tropas Militares e Cavalaria. Evandro Leitão (sem partido), presidente do Legislativo cearense e que assume o Governo do Estado nesta quinta-feira, também esteve presente.
GOVERNO BOLSONARO
No primeiro 7 de Setembro após a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do Executivo nacional, o desfile contou com a volta do Governo estadual. Durante os quatro anos de Bolsonaro, a celebração assumiu tons políticos, o que afastou os governadores Camilo Santana e Izolda Cela dos anos de 2019 e 2022, respectivamente. Nos anos de 2020 e 2021, o desfile não ocorreu no Estado, devido à pandemia de Covid-19.
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Em 2019, no primeiro ano da reeleição do atual ministro da Educação, Camilo Santana, o Estado foi representado pelo então presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o desembargador Washington Araújo. À época, a vice-governadora Izolda Cela e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), José Sarto (PDT), hoje prefeito de Fortaleza, também não se fizeram presentes.
Em 2020 e 2021, o evento não foi realizado de forma presencial, devido à pandemia de Covid-19. Em 2021, aliás, o governador Camilo fez críticas aos manifestantes. Segundo o atual ministro, manifestantes usavam a data para “estimular o ódio, a intolerância e o desrespeito à democracia”.
No desfile de 2022, já com Izolda Cela à frente do Executivo, ela destacou que os brasileiros mereciam “dias melhores”. A governadora, à época, também não compareceu ao evento.
