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CPMI do 8 de janeiro: presidente admite que “falha generalizada” possibilitou ataques

Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

O presidente da Comissão Parlamentar Mista do Congresso Nacional (CPMI), deputado Arthur Maia (União Brasil), disse que houve falha generalizada por parte das autoridades durante os atos golpistas do 8 de janeiro. Na ocasião, as sedes do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal foram depredadas. A CPMI segue investigando o caso até 17 de outubro, data prevista para a relatora senadora Eliziane Gama (PSB-MA) entregar o relatório.

“Todas as forças de segurança falharam e isso é um assunto que precisa ser alvo de reflexão por parte do Governo brasileiro”, disse Maia, citando a Polícia Militar do Distrito Federal, a Força Nacional, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e até Guarda Presidencial. “Todo mundo falhou. É um absurdo que o coração da democracia brasileira tenha sido acessado com uma facilidade inacreditável. É uma vergonha”, disse, afirmando esperar que a CPMI consiga apresenta um modelo mais eficiente de segurança à democracia brasileira.

A declaração do deputado Arthur Maia foi interpretada como uma antecipação do tom do relatório da CPMI e irritou a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso. A relatora vai tentar estender o prazo de entrega do relatório pedindo novas oitivas e perícias em telefones celulares e nas imagens de câmeras dos prédios.

Instalada em maio deste ano, a Comissão criada, segundo Arthur Maia, para investigar as “narrativas” sobre os ataques aos Três Poderes. “Temos a responsabilidade de zelar por esse legado democrático, trazido por tantos homens e mulheres, alguns que perderam a sua vida”, disse o parlamentar, na ocasião da instalação do processo. Tido como neutro em relação ao governo Lula, Maia já entrou em embates com base e oposição durante os trabalhos da CPMI.