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Exposição no Ceará mostra indígena vítima do 1º caso documentado de LGBTfobia

A exposição ‘Degenerado Tibira: O Desbatismo’, que parte da história do indígena vítima do 1º caso de homotransfobia no Brasil, recebe visitantes até sexta-feira, 9, na Casa do Barão de Camocim, no Centro de Fortaleza. O público pode conferir 30 obras de artistas locais e nacionais que refletem as vivências da comunidade LGBTQIAPN+.

A exposição questiona a tradição cristã e o impacto nos corpos LGBTQIAPN+. Os idealizadores e artistas pretendem reimaginar possibilidades para as imposições coloniais-cristãs-europeias e que impactaram no Brasil de forma violenta. Com a justificativa de purificar a terra de todas as maldades, Tibira foi batizado forçadamente e, depois, foi amarrado a um canhão. Por conta disso, seu corpo acabou estraçalhado pela explosão.

Tibira do Maranhão pertencente ao povo originário Tupinambá e inspira a mostra que conta com o apoio cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Para Eduardo Bruno e Waldirio Castro, a exposição propõe como exercício romper com a morte e os silenciamentos físicos, simbólicos e históricos impostos aos corpos LGBTQIAPN+. Além da mostra, os visitantes podem participar de seminários, minicursos e performances.

A exposição segue aberta até sexta-feira das 10h às 17h, na Casa do Barão de Camocim, no Centro de Fortaleza.