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Girão é o único parlamentar cearense no Parlamento do Mercosul e espera “contribuir para a difusão do Ceará”

Foto: Divulgação/Senado Federal

Dentre os 36 parlamentares escolhidos para compor o Parlamento do Mercosul (Parlasul), apenas um é cearense. O senador Eduardo Girão (Novo) fará parte da atual legislatura, que segue até o dia 31 de janeiro de 2027. A lista foi publicada na última quarta-feira, 30, no Diário Oficial da União. Compõem o grupo, até o momento, outros oito senadores e 27 deputados federais. Ao OPINIÃO CE, Girão disse esperar “contribuir para a difusão do Ceará junto aos demais membros do bloco, bem como identificar oportunidades para o incremento da economia estadual e nacional”.

Segundo o senador, a representação cearense no Parlamento é importante pois “reside na possibilidade de acompanhamento das proposições e resoluções propostas ou em discussão no Mercosul que, porventura, possam ter algum reflexo para o Estado do Ceará”.

“Cabe ressaltar que o Mercosul é um espaço ainda em construção, onde questões alfandegárias e comerciais são discutidas, buscando o interesse dos países, primordialmente, mas que afetam interesses regionais, estaduais ou provinciais. Por isso, avulta de importância nossa participação para estar próximo das oportunidades para a nossa ‘Terra da Luz’, ao passo que estaremos atuando preventivamente para defender os interesses do nosso Estado e do Brasil”, assegurou o senador.

A representação terá mais um senador, que ainda não foi indicado pelo Bloco Democracia – formado por MDB, União Brasil, PSDB, PDT e Podemos. A definição da bancada no Parlasul segue os mesmos critérios de representação partidária e dos blocos existentes no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. Em data ainda a ser marcada, serão definidos o presidente e os dois vice-presidentes do colegiado. O mandato será de 2 anos.

LISTA DOS PARLAMENTARES ESCOLHIDOS:

Senadores do Parlasul

  • Eduardo Girão (Novo-CE);
  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Renan Calheiros (MDB-AL);
  • Teresa Cristina (PP-MS);
  • Nelsinho Trad (PSD-MS);
  • Carlos Viana (Podemos-MG);
  • Alan Rick (União-AC);
  • Sérgio Petecão (PSD-AC);  
  • Chico Rodrigues (PSB-RR); 
  • e um a ser indicado.

Deputados no Parlasul  

  • Giovani Cherini (PL-RS); 
  • Rosana Valle (PL-SP); 
  • Roberto Monteiro (PL-RJ); Vermelho (PL-PR);
  • Pastor Eurico (PL-PE);
  • Arlindo Chinaglia (PT-SP);
  • Odair Cunha (PT-MG);
  • Paulão (PT-AL);
  • Yandra Moura (União Brasil-SE); 
  • Damião Feliciano (União Brasil-PB);
  • Nelson Padovani (União Brasil-PR);
  • Átila Lira (PP-PI); 
  • Marx Beltrão (PP-AL);
  • Covatti Filho (PP-RS);
  • Sérgio Souza (MDB-PR);
  • Gutemberg Reis (MDB-RJ);
  • Luciano Azevedo (PSD-RS);
  • Paulo Litro (PSD-PR);
  • Celso Russomanno (Republicanos-SP);
  • Carlos Gomes (Republicanos-RS);
  • Renildo Calheiros (PCdoB-PE);
  • Erika Hilton (Psol-SP); 
  • Renata Abreu (Podemos-SP);
  • Beto Richa (PSDB-PR);
  • Afonso Motta (PDT-RS);
  • Heitor Schuch (PSB-RS);
  • e Luiz Tibé (Avante-MG).

PARLASUL

O Parlamento do Mercosul tem sede em Montevidéu, no Uruguai, e funciona desde maio de 2007. As reuniões ocorrem pelo menos uma vez a cada mês. Além dos 37 parlamentares brasileiros, o Parlasul tem 26 argentinos, 18 uruguaios e 18 paraguaios. Outros 13 parlamentares bolivianos também fazem parte do Parlamento, atuando nas comissões e no Plenário com direito a voz e encaminhamentos, porém, sem direito a votos. A medida se deve ao fato de que a Bolívia ainda é um membro observador do Mercosul, não um membro pleno.

Entre 2013 e 2016, 23 parlamentares venezuelanos também fizeram parte do Parlasul, com direito a voz e votos, no período em que a Venezuela esteve no Mercosul como membro pleno. Entretanto, o país foi suspenso do bloco em 2 de dezembro de 2016 por tempo indeterminado, devido motivações técnicas, políticas e econômicas. 

Nos últimos anos, o Parlasul tem tratado como prioridade as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. No geral, o Parlamento acompanha o processo de integração do Mercosul e as atividades das presidências pro tempore rotativas do bloco, além de também intermediar as demandas dos setores empresariais, da sociedade civil e culturais nos mais diversos processos de integração, negociações e parcerias entre as nações do bloco. Outro foco são as parcerias e tratativas com cada Parlamento dos países que compõem o Mercosul.