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Pacientes com suspeita de câncer podem fazer consulta de forma remota em todo o Ceará

Além do Telessaúde, o acordo prevê consulta presencial aos pacientes que aguardavam na Região de Fortaleza, que abrange 44 municípios Foto: Luísa Parente/ Ascom ICC

Pacientes de todos os 184 municípios cearenses já têm acesso a consultas remotas com oncologistas credenciados no programa Telessaúde, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Desde o último dia 23, são disponibilizadas, diariamente, 12 consultas que acontecem ao vivo, com a presença do paciente, do profissional de saúde que o acompanha e de um médico especialista. O contato é realizado por meio dos postos de saúde da rede municipal ou das policlínicas regionais da Rede Sesa.

A intenção, segundo a coordenadora do programa Telessaúde, Melissa Medeiros, é agilizar os atendimentos para que os pacientes possam iniciar o tratamento contra o câncer a partir do diagnóstico, seja com encaminhamentos para exames complementares ou com aplicação de medicamentos, sem excluir o atendimento presencial com um oncologista, a ser agendado pelo município por meio da Regulação do Estado.

“A Telemedicina tem todas as estratégias para a gente proporcionar um atendimento mais rápido para o paciente com um especialista, para que ele não fique com a angústia da espera e para que tenhamos uma melhor definição do diagnóstico em um tempo menor”, explica Melissa Medeiros.

ATO DE COOPERAÇÃO

Os médicos oncologistas que integram o programa são vinculados ao Instituto do Câncer do Ceará (ICC). Ao todo, serão destinados recursos de R$ 1,2 milhão para essa iniciativa. A verba faz parte do recurso de R$ 10 milhões do Tesouro Estadual repassada ao ICC, por meio de ato de cooperação, firmado com o Gorverno do Estado, no início deste mês. Além do atendimento via Telessaúde, o acordo prevê a consulta oncológica presencial aos pacientes que aguardavam na Região de Fortaleza, que abrange 44 municípios.

Estima-se que o ato de cooperação proporcione, em assistência especializada presencial, 24.635 atendimentos ambulatoriais, sendo 14.208 deles referentes a consultas médicas. Além de mais de 3 mil exames de imagem de média complexidade e 4,4 mil de alta complexidade; 10.791 exames laboratoriais; e 6.705 procedimentos divididos entre radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, monoquimioterapia, poliquimioterapia, iodoterapia e braquiterapia; e cirurgias de média e alta complexidades.

O plano emergencial com o ICC ainda prevê a execução de mais de 2 mil consultas ambulatoriais por mês, com equipe multidisciplinar. Além da própria Telessaúde em oncologia, iniciada na última semana.

ALCANCE ESTRATÉGICO

Segundo a coordenadora do Telessaúde, o programa deverá beneficiar, especialmente, os pacientes que estão mais distantes das grandes cidades. “Iremos atingir uma maior quantidade de pacientes que estão mais longe dos centros de atendimento, em municípios de difícil acesso. Através da Regulação Central da Sesa, a gente vai conseguir fornecer um atendimento mais preciso. Isso porque, em muitos casos, pode se tratar de um cisto sebáceo, por exemplo. Com esse serviço, poderemos diminuir o número de consultas presenciais com o oncologista sem necessidade”, explica Melissa Medeiros.

Caso as secretarias da Saúde dos municípios tenham alguma dúvida sobre como solicitar uma consulta remota de Oncologia por meio do Telessaúde, basta entrar em contato pelos telefones disponibilizados pela Sesa ou pelo e-mail telessaude.ceara@saude.ce.gov.br.

O TELESSAÚDE

Criado para que trabalhadores, profissionais e gestores da saúde possam discutir procedimentos clínicos, ações e processos de trabalho, o Núcleo de Telessaúde da Sesa faz atendimento aos usuários das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, os profissionais dão suporte às unidades primárias, secundárias e terciárias. A assistência especializada pode ser realizada por meio de consulta síncrona, que permite que os profissionais avaliem os casos em tempo real, ou assíncrona (com até 72 horas para resposta).