Nos últimos 10 anos (2013-2023), Fortaleza não registrou processos epidêmicos de dengue. A conquista foi anunciada na terça-feira, 29, durante a cerimônia de conclusão do curso técnico para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. No total, foram 2.201 agentes formados no curso que é considerado o maior programa de formação técnica na área de saúde em todo o País.
“É uma uma década sem pico de dengue, uma doença que acontece, sobretudo, durante a quadra chuvosa. Se estamos esse tempo todo sem esse pico, isso se deve ao trabalho contínuo dos agentes de saúde e agentes de endemia”, comemorou o prefeito José Sarto (PDT).
O resultado, segundo a Prefeitura, se dá devido aos investimentos da gestão municipal em ações e estratégias envolvendo ativamente diferentes setores, que atuam na promoção da saúde e na formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas que possam ter impacto positivo sobre a população. A territorialização e a estratificação de áreas de risco epidemiológico em Fortaleza, que permitem o mapeamento e acompanhamento dos territórios em toda a Capital, são algumas das atividades realizadas pelo governo da capital.
O combate ao Aedes aegypti é realizado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covis) e está caminhando para o 11° ano com resultados positivos, “fruto de um trabalho eficiente realizado em conjunto entre Agentes de Combates às Endemias e a população, que tem papel importante e também deve fazer a sua parte”.
CURSO TÉCNICO
O curso técnico em Agente Comunitário de Saúde e técnico em Vigilância em Saúde com Ênfase no Combate às Endemias teve duração de 10 meses. Fortaleza foi o terceiro município no País com mais agentes realizando a formação técnica, que visa melhorar os indicadores de saúde municipais, a qualidade e a resolutividade dos serviços da Atenção Primária.
“Hoje, são mais de dois mil profissionais que se qualificam, por meio de uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ministério da Saúde (MS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Consems). Além disso, os agentes realizam mais de um milhão de visitas domiciliares por ano, tratando não só das endemias, mas orientando sobre doenças como diabetes e hipertensão”, declarou Sarto.
A formação também reforça a valorização dos Agentes, que desempenham papel de grande importância como educadores da saúde para a cidadania, com atuação na prevenção e no cuidado das pessoas. Conforme a Prefeitura, os profissionais puderam aprofundar temas como educação popular em saúde, noções de epidemiologia, monitoramento e avaliação de indicadores, abordagem familiar nos territórios, doenças emergentes e reemergentes na realidade brasileira, imunização, vigilância e controle de zoonoses, arboviroses, entre outros.
“Esse curso significa uma melhoria na qualidade de atendimento, uma maior profissionalização para os profissionais da saúde básica. Os agentes cumpriram com um curso técnico extremamente bem avaliado e, no sentido prático, a população será muito beneficiada”, destacou Galeno Taumaturgo, titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
Os Agentes Comunitários de Saúde trabalham diretamente com a população, mantendo os dados atualizados no sistema de informação da Atenção Básica vigente. Os profissionais utilizam as informações de forma sistemática, com apoio da equipe, para a análise da situação de saúde, considerando as características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território.
AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS
Os agentes de endemias notificam e encaminham os casos suspeitos de dengue ao posto de saúde responsável pelo território; atuam junto aos domicílios, informando aos moradores sobre a doença, os sintomas, riscos, o agente transmissor e medidas de prevenção. Além disso, vistoriam imóveis não residenciais, acompanhados pelo responsável, para identificar locais e objetos que sejam ou possam vir a ser criadouros de mosquito transmissor da dengue, orientam sobre a remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquitos.
