O deputado federal André Figueiredo, presidente nacional do PDT, rebateu, nesta terça-feira, 29, em uma rede social, que não promoveu nenhuma perseguição a parlamentares da agremiação, como deixou transparecer o presidente da Assembleia Legislativa (Alece), Evandro Leitão, que recebeu na última sexta-feira, 25, a anuência do Diretório Estadual para sair do partido, e poder, por outra legenda, candidatar-se à Prefeitura de Fortaleza no próximo ano.
“A bem da verdade, desde o ano passado, o PDT do Ceará, minha única casa partidária há 39 anos, vem se desgastando com crises internas, especialmente por conta das eleições de 2022, quando alguns correligionários resolveram não acatar a decisão do Diretório e da Convenção Estadual, resolvendo assim apoiar um candidato adversário que se saiu vitorioso“, disse Figueiredo no início da postagem.
O parlamentar ressaltou que houve intercalações de alguns momentos de trégua. “Notadamente desde o último dia 5 de julho, quando chegamos a um caminho de pacificação e crescimento”, frisou. Ele acrescentou que as alegativas envolviam a liderança estadual do senador Cid Gomes, que, na opinião dele, poderia refazer desejada união intrapartidária, bem como a prevenção contra saídas de parlamentares insatisfeitos.
“Durante quase dois meses, o que se viu foi um caminho nesse sentido. Qual não foi nossa surpresa, quando em reunião do Diretório Estadual, na última sexta-feira, sem uma pauta pré-definida, foi votada a anuência para que o presidente da Assembleia, deputado Evandro Leitão, amigo de longas datas, deixasse o PDT. Cabe salientar que existe uma previsão estatutária de que o mandato pertence ao partido e que anuências são vedadas, inclusive por uma resolução de 1º de maio de 2022“, explica o deputado em outro trecho da nota postada.
“Além de tudo, se um dos motivos para a mudança temporária na presidência estadual do PDT era evitar desfiliações de companheiros(as) valorosos(as), por que isso poderia ocorrer de forma tão abrupta?”, indaga André Figueiredo.
O deputado lembrou ainda que os filiados que se candidataram no ano passado não ficaram sem apoio financeiro oficial. “Quero deixar bem claro que aqui, no Ceará, a nenhum parlamentar, seja federal ou estadual, foi deixado de oferecer recursos do Fundo Eleitoral em 2022, dentro das normas estabelecidas em resolução nacional”, afirmou.
“Considero importante registrar que as quase quatro décadas de dedicação ao partido falam por mim. Eu certamente não conseguiria isso se, em minha natureza, houvesse a prática da perseguição. Por fim, mesmo com muitas declarações, que considero injustas, sendo realizadas na sessão da Assembleia Legislativa do Ceará hoje, dia 29 de agosto de 2023, faço uma nova conclamação para a união partidária. Fica a pergunta que traduz toda essa lamentável situação: a quem interessa tudo isso que ocorre no nosso PDT? Temos História, temos princípios, temos bandeiras, temos guerreiros e guerreiras! Não seremos subjugados. Na verdade, está aí o cerne da questão!”, finaliza.
