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Eudoro tem missão dupla no PSB: ampliar base de Elmano e sustentar projeto de Cid e Camilo

Eudoro Santana e Camilo Santana, em evento do PSB. Foto: Beatriz Boblitz

O ex-deputado Eudoro Santana tomou posse, no sábado, 26, na presidência do PSB do Ceará com duas missões claras. Uma é acomodar os adesistas, gente da oposição que quer entrar na base, e neste mister se incluem os prefeitos e vereadores do PDT, PL, União Brasil, PSD, Podemos e Republucanos. A outra é fortalecer o projeto de governo que iniciou com Cid Gomes (PDT), teve continuidade na gestão de Camilo Santana – Izolda Cela e continua, sendo mantido e ampliado no governo de Elmano de Freitas (PT).

Com a presença dos presidentes de 13 partidos e mais de 3 mil lideranças de Fortaleza e do Interior, a posse foi um grande ato político. Eudoro teve que dividir o prestígio com o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, personagem política da semana. “Vamos trabalhar para ele [Evandro] ser candidato a prefeito pelo PSB”, diz Eudoro em entrevista exclusiva ao OPINIÃO CE, logo após o evento. Evandro também é disputado pelo PT, que defende candidatura própria para as eleições do próximo ano e projeta chegar a 50 prefeituras no Estado.

Inteligente, Eudoro filiou prefeitos de todas as regiões do Estado e uniu o Ceará numa festa democrática que consagrou o ministro Camilo como maior líder político do Ceará, além de consolidar a pré-candidatura de Evandro Leitão a prefeito de Fortaleza. “Quem não quer o Evandro no seu partido?”, indagou Eudoro à imprensa. “Para o governador Elmano, Evandro é uma liderança pronta”, complementou.

Camilo Santana foi mais além: “O futuro reserva espaços importantes na política para o meu amigo Evandro”, pontuou. Camilo dedicou ao pai a maior parte de seu discurso. “Ele me ensinou o que fazer e sou, na família, o que seguiu seus passos na política”, revelou, após afirmar que Eudoro foi perseguido na Ditadura Nilitar por defender a democracia. “Ele sumiu mais de 30 dias. Eu era criança e depois descobri a verdade”, completou, emocionado.

Pelo cenário colocado nos discursos, nos quais Cid foi sempre citado, o PDT cabe na aliança, mas os três deputados do partido que fazem oposição aberta terão a ofensiva do governo nas suas bases. Os petistas não rezavam na cartilha de Camilo, mas ficavam calados, não faziam oposição em público. Eudoro vai ouvir muitas queixas. A maior delas: a falta de espaço da base no Governo: o PT ficou com quase todos os cargos.