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Quase 170 cidades cearenses irão paralisar serviços não-essenciais; veja lista

Pelo menos 168 prefeituras cearenses (das 184) já confirmaram paralisação de alguns serviços no próximo dia 30 com o objetivo de pressionar pelo fim da oscilação nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A informação foi confirmada pelo OPINIÃO CE por meio Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece). Na próxima quarta-feira, 30, uma série de ações de sensibilização da sociedade, por meio da comunicação oficial das prefeituras cearenses e iniciativas institucionais encabeçadas pela Aprece também está prevista.

Intitulado #SemFPMnaoda, o movimento acontecerá simultaneamente nas cidades cearenses e em outros municípios brasileiros participantes. Em reunião na sede da Aprece, na quarta-feira, 23, as gestões municipais definiram que apenas os serviços considerados de natureza essencial serão mantidos, como, por exemplo, atendimentos de saúde de urgência e emergência, coleta de lixo urbano e segurança pública.

VEJA LISTA DE MUNICÍPIOS:

  1. Abaiara
  2. Acaraú
  3. Acopiara
  4. Aiuaba
  5. Alcântaras
  6. Altaneira
  7. Alto Santo
  8. Amontada
  9. Antonina do Norte
  10. Apuiarés
  11. Aquiraz
  12. Aracati
  13. Aracoiaba
  14. Ararendá
  15. Araripe
  16. Aratuba
  17. Arneiroz
  18. Assaré
  19. Aurora
  20. Baixio
  21. Banabuiú
  22. Barbalha
  23. Barreira
  24. Barro
  25. Barroquinha
  26. Baturité
  27. Beberibe
  28. Bela Cruz
  29. Boa Viagem
  30. Brejo Santo
  31. Camocim
  32. Campos Sales
  33. Canindé
  34. Capistrano
  35. Caridade
  36. Cariré
  37. Caririaçu
  38. Carnaubal
  39. Cascavel
  40. Catarina
  41. Catunda
  42. Caucaia
  43. Cedro
  44. Chaval
  45. Choró
  46. Chorozinho
  47. Coreaú
  48. Crato
  49. Croatá
  50. Cruz
  51. Deputado Irapuan Pinheiro
  52. Ererê
  53. Farias Brito
  54. Forquilha
  55. Fortim
  56. Frecheirinha
  57. General Sampaio
  58. Graça
  59. Granja
  60. Granjeiro
  61. Groaíras
  62. Guaiúba
  63. Guaraciaba do Norte
  64. Guaramiranga
  65. Hidrolândia
  66. Ibaretama
  67. Ibiapina
  68. Ibicuitinga
  69. Icapuí
  70. Icó
  71. Iguatu
  72. Independência
  73. Ipaporanga
  74. Ipaumirim
  75. Ipú
  76. Iracema
  77. Irauçuba
  78. Itaiçaba
  79. Itapajé
  80. Itapiúna
  81. Itarema
  82. Itatira
  83. Jaguaretama
  84. Jaguaribara
  85. Jaguaribe
  86. Jaguaruana
  87. Jardim
  88. Jijoca de Jericoacoara
  89. Juazeiro do Norte
  90. Jucás
  91. Lavras da Mangabeira
  92. Limoeiro do Norte
  93. Madalena
  94. Maracanaú
  95. Maranguape
  96. Marco
  97. Martinópole
  98. Massapê
  99. Mauriti
  100. Meruoca
  101. Milagres
  102. Milhã
  103. Miraíma
  104. Missão Velha
  105. Mombaça
  106. Monsenhor Tabosa
  107. Morada Nova
  108. Moraújo
  109. Mucambo
  110. Mulungu
  111. Nova Olinda
  112. Novo Oriente
  113. Ocara
  114. Orós
  115. Pacajus
  116. Pacatuba
  117. Pacoti
  118. Pacujá
  119. Palhano
  120. Palmácia
  121. Paracuru
  122. Paraipaba
  123. Paramoti
  124. Pedra Branca
  125. Penaforte
  126. Pentecoste
  127. Pereiro
  128. Pindoretama
  129. Piquet Carneiro
  130. Pires Ferreira
  131. Poranga
  132. Porteiras
  133. Potengi
  134. Potiretama
  135. Quiterianópolis
  136. Quixadá
  137. Quixelô
  138. Quixeramobim
  139. Quixeré
  140. Redenção
  141. Reriutaba
  142. Russas
  143. Saboeiro
  144. Salitre
  145. Santana do Acaraú
  146. Santana do Cariri
  147. São Benedito
  148. São Gonçalo do Amarante
  149. São João do Jaguaribe
  150. São Luís do Curu
  151. Senador Pompeu
  152. Senador Sá
  153. Solonópole
  154. Tabuleiro do Norte
  155. Tamboril
  156. Tarrafas
  157. Tauá
  158. Tejuçuoca
  159. Tianguá
  160. Trairi
  161. Tururu
  162. Umari
  163. Umirim
  164. Uruburetama
  165. Uruoca
  166. Varjota
  167. Várzea Alegre
  168. Viçosa do Ceará

A crise estava anunciada há meses e, já no início desta semana, ao menos 136 prefeituras haviam aderido à paralisação. Segundo o presidente da Aprece, Júnior Castro, o movimento ainda tende a crescer. Ele acredita que quase todas as prefeituras cearenses engrossarão as fileiras da mobilização, em sintonia com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Júnior Castro é prefeito de Chorozinho, município que depende, como a maioria das cidades interioranas, quase que totalmente do FPM e do repasse de ICMS.

“Perdemos 30% de FPM no primeiro repasse de agosto e todos os meses assistimos esta redução”, desabafou o prefeito de Forquilha, Edinaldo Filho, um dos líderes da mobilização, que tenta reverter essa curva negativa. Caucaia, um dos grandes municípios cearenses, também vai aderiri ao movimento. O prefeito Vitor Valim há meses critica a diminuição de R$ 30 milhões mensais nos repasses, após a redução do ICMS nos combustíveis, energia e telefonia. “É um absurdo tirar recursos do município”, reclama.

Segundo a Aprece, apenas no primeiros 10 dias de agosto, o repasse de verba do FPM foi 20,32% menor que os R$ 8,8 bilhões repassados em igual período do ano passado. Dois fatores foram cruciais para a queda, sendo um deles a menor arrecadação do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ). O segundo fator é o aumento das restituições do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF). Em julho, a queda no FPM chegou a 34% em comparação com igual período de 2022.

Os prefeitos brasileiros defendem como solução para os problemas a PEC 25/2022, que sugere um aumento de 1,5% no FPM; o PLP 94/2023, visando à recomposição de perdas do ICMS com um potencial benefício de R$ 6,8 bilhões para os 5.570 municípios brasileiros em três anos; e o projeto de lei 334/2023, que propõe reduzir a alíquota do RGPS para 8%.