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IPCA-15: RMF tem maior prévia da inflação do País em agosto puxada por gasolina e energia

Foto: Beatriz Boblitz

Conforme prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), neste mês de agosto, a Região Metropolitana de Fortaleza apresentou a maior variação mensal do País, com 0,73%. No mês anterior (julho), o percentual registrado foi de -0,22%. O aumento é decorrente da alta da gasolina (5,92%) e da energia elétrica residencial (3,23%). A menor variação regional do País foi observada em Belo Horizonte, em Minas Gerais, que apresentou -0,18% ante 0,10%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da alta da gasolina, no grupo de Transportes (0,23%), Fortaleza também foi destaque, com a alta do táxi. A pesquisa aponta que o aumento de 0,43% foi ocasionado pelo reajuste de 20,19% nas tarifas de corridas a partir do dia 24 de julho na capital cearense. 

Para o cálculo deste mês, a pesquisa coletou preços no período de 14 de julho a 14 de agosto (referência), os quais foram comparados com os valores vigentes de 15 de junho a 13 de julho (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

BRASIL

Em nível nacional, o IPCA-15 foi de 0,28% em agosto. O número representa 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de julho, -0,07%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,38% e, em 12 meses, de 4,24%, acima dos 3,19% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2022, a taxa foi de -0,73%.

Dos nove grupos pesquisados, sete sofreram alta no mês vigente. A maior variação (1,08%) e o maior impacto (0,16 p.p.) vieram de Habitação. Também apresentaram alta os grupos Saúde e cuidados pessoais (0,81%) e Educação (0,71%), que contribuíram com impactos de 0,11 p.p. e 0,04 p.p., respectivamente. No lado das quedas, o destaque ficou com Alimentação e bebidas (-0,65%), que contribuiu com -0,14 p.p. Os demais grupos ficaram entre a queda de Vestuário (-0,03%) e a alta de Despesas Pessoais (0,60%).

Confira, abaixo, os destaques:

  • Habitação (de -0,94% para 1,08%): destaca-se a alta da energia elétrica residencial (4,59% e 0,18 p.p.), influenciada pelo fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior;
  • Saúde e cuidados pessoais (de 0,07% para 0,81%): a aceleração deve-se aos itens de higiene pessoal, que passaram de -0,71% em julho para 1,59% em agosto;
  • Educação (de 0,11% para 0,71%): os cursos regulares subiram 0,74% principalmente por conta dos subitens creche (1,91%) e ensino superior (1,12%);
  • Transportes (de 0,63% para 0,23%): o resultado foi puxado pela alta nos preços do automóvel novo (2,94%);
  • Alimentação e bebidas (de -0,40% para -0,65%): a queda deve-se, principalmente, à deflação da alimentação no domicílio (-0,99%), que já havia recuado nos dois últimos meses.