Nesta quarta-feira, 23, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação do Futebol ouviu o ex-jogador do Ceará, Nino Paraíba. Ele foi citado pela CPI por envolvimento na manipulação de partidas de quando ainda atuava no Alvinegro, no ano passado. O lateral-direito disse se arrepender da participação no esquema. “Não sabia que ia chegar a esse ponto de destruit a minha carreira”, afirmou.
O jogador ganhou dinheiro para levar cartão amarelo em três partidas do Brasileirão 2022, mas assinou acordo de cooperação com o Ministério Público de Goiás (MPGO), órgão que investigou os esquemas, e concordou em ser testemunha do caso. Atualmente no Paysandu/PA, o atleta foi suspenso por 480 dias e terá que pagar multa de R$ 40 mil por envolvimento na manipulação das partidas. Durante seu depoimento, Nino Paraíba informou que se utilizavam várias contas para os pagamentos e que a origem dos valores, portanto, é incerta.
Segundo Nino, o contato inicial teria surgido na tratativa junto a uma parceria para o fornecimento de roupas. O assunto das apostas teria surgido durante a conversa. Conforme o jogador, ele se restringiu a tomar cartões amarelos, pois, ao seu ver, o cartão vermelho influencia no resultado das partidas.
“Não sabia que ia chegar a esse ponto. Sabia que era um erro, que eu errei e não sabia que ia chegar a esse ponto de destruir a minha carreira. Nunca fiz isso a minha carreira. E chegar aos 37 anos, eu fiquei muito triste depois e peço desculpas a todos”, disse.
Por meio de seu advogado, Nino tenta uma liminar para poder jogar até o julgamento definitivo. Caso consiga, o atleta pode disputar a reta final da Série C pelo clube paraense.
