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CPI da Enel começa a receber requerimentos de deputados e se prepara para iniciar discussões

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades e abusos por parte da Enel, distribuidora de energia no Ceará, realizou reunião interna nesta segunda-feira, 21, e começou a receber requerimentos dos deputados. O presidente da CPI, deputado Fernando Santana (PT), destacou que o intuito do encontro foi definir um cronograma de trabalho para execução da Comissão Parlamentar de Inquérito. “Realizamos hoje uma reunião preparatória para ouvir sugestões dos membros da CPI e começarmos agora a executar o cronograma de trabalho decidido nessa reunião, que foi interna e informal, mas com vistas já à próxima reunião deliberativa”, explicou Fernando.

“Já temos vários requerimentos apresentados hoje para que nessa próxima reunião nós possamos realizar discussões”, enfatizou. “Já decidi quem nós vamos convidar e quais documentos vamos solicitar à Enel. Faremos um trabalho isento, sério, comprometido e com zelo. Queremos que a Enel mude o formato de distribuição de energia elétrica para o povo cearense e que a população esteja satisfeita pagando um preço justo“, assinalou.

Em entrevista ao OPINIÃO CE, o vice-presidente do colegiado, deputado Carmelo Neto, destacou que há expectativa de início da CPI já nesta quarta-feira, 23. O encontro pode, no entanto, ser adiado e ficar para a próxima segunda, 28. Segundo Carmelo, a CPI deve colher, logo no primeiro momento, o posicionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e já tem um plano plano de trabalho definido. Nesta primeira oportunidade, de acordo com o parlamentar, deve ser realizada uma reunião deliberativa para aprovar requerimentos de convites à Alece. A comissão tem duração de 120 dias, mas pode ser prorrogada.

Foto: Beatriz Boblitz

Segundo o deputado, também será enviado um questionário para cada uma das 184 prefeituras do Estado. O objetivo é que os gestores respondam se a atuação da Enel tem prejudicado os serviços essenciais dos municípios. “A gente quer, realmente, ter o máximo de embasamento possível, de maneira oficial, através de CPI, para que nós possamos, ao final, ouvir os representantes da Enel e questioná-los acerca disso”, explicou.