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Ceará volta a apresentar seca relativa após quatro meses, aponta Monitor de Secas

Foto: Divulgação/ Governo do Estado

O Ceará voltou a apresentar áreas do seu território com seca fraca. Após quatro meses sem seca relativa, o mais recente mapa do Monitor de Secas, associado ao mês de julho de 2023, indicou que o Estado apresentava 33,73% com impactos de curto prazo. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 21, pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

O retrato mais recente indica que a piora dos indicadores se dá, principalmente, pela comum redução das chuvas no segundo semestre do ano. Com isto, há possibilidade de diminuição do plantio, crescimento de culturas ou pastagem, além de alguns déficits hídricos prolongados, conforme a Funceme. Ainda de acordo com a ferramenta que realiza o monitoramento regular e periódico, as áreas com classificadas com seca fraca estão localizadas em pontos do litoral e em maior parte na Ibiapaba, Sertão Central e Inhamuns.

Após o fim do período chuvoso no Ceará, que acontece entre fevereiro a maio, o Estado apresenta redução nas precipitações. Em junho e julho deste ano, época chamada de pós-estação, as chuvas ficaram dentro da média histórica, mas com um desvio negativo de 28,9%.

DADOS ANTERIORES

O Monitor anterior, divulgado em junho, mostrou que o Estado manteve-se sem seca relativa. Francisco Vasconcelos Junior, pesquisador da Funceme, explicou, na ocasião, que o resultado se deu, principalmente, pelas chuvas nos primeiros meses doa ano. “O destaque vai para os meses de março e abril, os quais apresentaram chuvas com vários dias com grandes acumulados e alta regularidade, principalmente na região do Sertão Central e Inhamus, onde alguns reservatórios estavam secos ou com capacidade abaixo de 10% de capacidade total”, explicou, na ocasião.

O primeiro semestre de 2023 também registrou o maior aporte hídrico no reservatórios monitorados do Estado nos últimos 12 anos, com um volume aportado de 7.18 hm³, o último tinha sido o ano de 2011 com 7.84 hm³. O segundo semestre no Estado, no entanto, é caracterizado pela escassez de chuvas.