O artista cearense Rogério Mesquita, fundador do Grupo Bagaceira de Teatro, morreu nesta sexta-feira, 4. Pelas redes sociais, o grupo divulgou a nota do falecimento. O ator e produtor faleceu aos 44 anos, ainda sem informações sobre a causa.
Para o cearense Magela Lima, jornalista, ex-secretário de Cultura de Fortaleza entre 2013 e 2016 e doutor em artes cênicas, esta sexta é “um dia de saudade e de tristeza para todo o teatro do Ceará”. Ainda segundo o jornalista, ninguém que esteja na casa dos 40 anos e que fez, estudou ou assistiu ao teatro em Fortaleza, o fez sem ter cruzado com Rogério.
“Rogério foi uma figura importantíssima para o teatro da virada dos anos 90 e início dos anos 2000”, disse.
Conforme Magela, “além de ser um amigo querido”, Rogério era um artista que não tinha cansaço, “um cara que em que o teatro precisasse dele, e a hora que fosse, ele estava disponível para entregar”.
O ex-titular da Cultura de Fortaleza ressaltou que Rogério também dialogava com demais artistas enquanto tocava o Bagaceira. “Fez trabalhos importantes com Ceronha Pontes e com Herê Aquino”, afirmou.
Para Silvero Pereira, ator e diretor cearense premiado como Melhor Ator Nacional no Festival Sesc Melhores Filmes de 2023, Rogério sempre foi um grande amigo. “Sempre conversávamos sobre teatro, vida e o quanto torcíamos um pelo outro”, disse.
Ainda conforme o ator, que também fez parte do Bagaceira, Rogério é seu contemporâneo, de uma mesma geração da Companhia Dyonisius de Teatro.
“Sempre foi um grande parceiro, fez alguns trabalhos de iluminação de meus espetáculos e viu o primeiro experimento que fiz que gerou o meu solo Uma Flor de Dama”, contou.
