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Governo bloqueia R$ 1,5 bilhão do Orçamento; pastas da Saúde e Educação são ais afetados

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os ministérios da Educação e da Saúde são os mais afetados por novo corte do Governo Federal anunciado na última semana. A redução ocorre uma semana depois do segundo bloqueio temporário no Orçamento de 2023, no valor de R$ 1,5 bilhão, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O decreto foi publicado em edição extra na sexta-feira, 28, informando que a retenção de recursos atingirá 10 ministérios. As pastas da Saúde, com R$ 452,024 milhões, e Educação, com R$ 332,017 milhões, serão os mais afetadas.

Em maio, os ministérios da Fazenda e do Planejamento bloquearam R$ 1,7 bilhão. Com isso, o total cortado, com o novo bloqueio, passa a ser de R$ 3,2 bilhões. As despesas previstas para 2023 são da ordem de R$ 1,948 trilhão.

Por ordem decrescente, as demais pastas selecionadas em novo decreto foram Transportes (R$ 217,011 milhões), Cidades (R$ 144,007 milhões), Desenvolvimento e Assistência Social (R$ 144,007 milhões), Meio Ambiente (R$ 97,505 milhões), Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 60,003 milhões), Defesa (R$ 35,001 milhões), Cultura (R$ 27,001 milhões) e Desenvolvimento Agrário (R$ 24,001 milhões).

As informações são do jornal O Globo. O R$ 1,5 bilhão foi decidido pela área econômica do Governo, tendo à frente o ministro Fernando Haddad (PT), para evitar o estouro do teto de gastos. A atual regra, que impede o crescimento de despesas acima da inflação acumulada no ano anterior, deixará de vigorar no próximo ano e será substituída pelo novo arcabouço fiscal. A medida está em análise no Congresso.