No Brasil, surgiu o serviço de transporte de pessoas por meio de aplicativos, que recebeu vários nomes e substituiu o conhecido mototáxi, comum nas periferias das cidades, e agora ampliado com a conquista de milhões de usuários
“Cerca de 60% das internações em hospitais do interior são causadas por acidentes de moto, portanto precisamos construir políticas públicas para defender o piloto e os passageiros que a ampliação do transporte de pessoas trouxe”, alertou o deputado estadual Felipe Mota (União Brasil). Ele planeja convidar representantes do poder público para construir um formato para tornar o serviço mais seguro.
Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Ceará tem 1,6 milhões de motociclistas habilitados. O número 83% maior do que o registrado há 10 anos.
REGRAS E SEGURANÇA
Segundo o deputado, os capacetes usados pelos motociclistas não são os autorizados pelo Inmetro. É também necessário o uso do casaco protetivo para os braços e o tórax.
Felipe Mota disse que a intenção do debate não é impedir o serviço, mas construir um modelo que assegure aos usuários a devida proteção. “Será minha primeira sugestão na reabertura dos trabalhos da Assembleia”, justificou.
O baiano André Monteiro, 39 anos, dirige para a UBER e outros aplicativos em Fortaleza há seis anos. Ele resumiu sua visão sobre a polêmica, a qual foi a oficialização do Moto-Uber: “O Uber surgiu para acabar com o táxi. O Moto-Uber surgiu para acabar com carro Uber é só quem ganhou foi o aplicativo, que leva até 33% por corrida sem investir um único centavo”.
