Nesta segunda-feira, 17, o deputado estadual Renato Roseno (Psol) se defendeu de acusações feitas por terceiro suplente do parlamentar em 2020, no mandato do psolista como vereador. Segundo o deputado, as postagens contêm informações inverídicas, promovendo, portanto, uma série de desinformações. Em suas redes sociais, Roseno explicou o caso.
ENTENDA
Na madrugada de segunda, Ari Areia, fundador da Outra Casa Coletiva – espaço de acolhimento para a população LGBTQIA+ em Fortaleza -, disse, em uma postagem, que Renato Roseno é “decadente”, e que iria soltar detalhes sobre a sua saída do Psol.
Segundo Areia, o partido tentou bloquear seu pagamento por um mês de trabalho. Conforme o fundador da Outra Casa, foram “quase dois meses” para o pagamento dos R$ 2.800 serem efetuados. Ainda de acordo com ele, a quantia só foi depositada, no entanto, após ameaça de tornar a informação pública.
Em sua postagem, Ari Areia disse ter sofrido “assédio, perseguição e ‘constrangimento em ambiente de trabalho’ por trás do deputado Renato Roseno e da facção interna que ele encabeça no Psol”.
RENATO ROSENO
Ainda na segunda, no entanto, o deputado se defendeu por meio de suas redes sociais, com uma série de explicações que, inclusive, contradizem algumas das acusações feitas por Ari Areia.
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Segundo o parlamentar, o mandato nunca teve relação de trabalho com Ari Areia. Ainda conforme o psolista, ele não participa da direção do partido “há anos”.
“As acusações de que exerci influência sobre qualquer processo de desligamento nesse período são, portanto, infundadas. As informações sobre a contratação (no ano de 2021) já foram apresentadas pelos dirigentes do PSOL à época. Do que sabemos, não há nenhuma pendência trabalhista do partido com o autor da difamação”, disse.
Ainda de acordo com Roseno, as acusações são uma campanha de desinformação que parecem ter como objetivo a autopromoção e para “ferir a minha imagem, do nosso mandato e do nosso partido”. “Para muitos interessa tornar “todos iguais” ou operar a criminalização da política – o que infelizmente também ficou evidente nas postagens que chamaram uma organização política de ‘facção’. Ao contrário, a política é, para nós, instrumento de debate, organização e, inclusive, de discordância respeitosa”, explicou.
