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Empresários são alvos de ação por manter contêiner com restos de animais no Ceará

Empresários são acusados de manter um contêiner com restos de animais abatidos no Sítio Barroquinha, na zona rural de São Benedito. Por conta disso, o Ministério Público do Ceará ajuizou uma Ação Civil Pública na última quinta-feira, 13, para que os responsáveis pelo contêiner resolvam a situação que, segundo o MP, viola direitos ambientais, normas de inspeção sanitária e oferece risco à saúde da população. O contêiner está instalado irregularmente e fere as normas ambientais vigentes.

A ação foi interposta pelo promotor de Justiça Oigrésio Mores. O Ministério Público também pede que os efluentes líquidos e sólidos resultantes da irregularidade tenham uma destinação adequada e que os responsáveis sejam condenados por danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil em decorrência da violação aos direitos da saúde pública e do meio ambiente.

O contêiner possui restos de frangos abatidos, vísceras, sangue e penas oriundos de abatedouros do município. Além do incômodo, o odor e a presença de insetos e larvas representam risco à saúde pública, em razão da falta de higienização e de descarte adequado do material. De acordo com laudos obtidos após inspeções realizada no local, foi verificado que o equipamento não possui condições mínimas de salubridade e viola as normas de inspeção sanitária.

Consta nos autos que o contêiner pertence à empresa Firme Empreendimentos LTDA, mas é administrado por Marcelo da Silva Mororó, vulgo “Rei do Frango”, que alugou o terreno onde está o equipamento e é dono de abatedouro de animais. Empresa e os empresários são demandados na ação. O OPINIÃO CE não conseguiu localizar os envolvidos na ação.

Devido à perturbação e constrangimento, conforme o Ministério Público, os moradores da localidade formalizaram abaixo-assinado com mais de 50 assinaturas, solicitando a adoção de providências por parte do Ministério Público.

AÇÃO DE FISCALIZAÇÃO

Após as denúncias, a Vigilância Sanitária do município de São Benedito realizou duas fiscalizações no local e constatou as irregularidades nos dois momentos. Auto de infração foi lavrado determinando a imediata regularização das condições de salubridade do equipamento, mas nada foi feito para reverter o problema. Diante da omissão, a Vigilância Sanitária noticiou os fatos à Delegacia de Polícia Civil, que determinou a interdição e suspensão das atividades no local. Em paralelo, o MP instaurou Inquérito Civil Público.

A ACP pede a interdição do contêiner, que o município de São Benedito fiscalize o cumprimento da ordem e comunique à Justiça qualquer violação das determinações, e que, ao fim do julgamento, o contêiner seja desinstalado em definitivo. Em caso de descumprimento da liminar, o Ministério Público pede que seja imposta multa diária de R$ 10 mil, a serem destinados ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos (FDDI). À causa é dado o valor de R$ 50 mil.