Uma ação conjunta da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e Polícia Civil de Santa Catarina resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra integrantes de um grupo criminoso cearense investigado por aplicar o golpe do precatório em vítimas do estado catarinense. Três acusados foram presos em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Durante as ofensivas, um mandado de apreensão foi cumprido contra um homem de 20 anos.
Com apoio logístico da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil cearense, as investigações coordenadas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e Delegacia de Defraudações (DDF) da PCSC apontam que o grupo criminoso aplicava o golpe em vítimas de Santa Catarina. Os suspeitos se passavam por juízes, desembargadores e advogados. Segundo informações policiais, o grupo obteve cerca de R$ 3 milhões em diversos estelionatos aplicados em Santa Catarina.
Com as ordens judiciais em mãos, 23 policiais civis dos dois estados (16 cearenses e sete catarinenses) se deslocaram para Maracanaú, onde prenderam os suspeitos Márcio Ezequiel Madeira da Silva, de 20 anos, Gustavo Erick Leite de Carvalho, 19, e Iasmyn Matos Uchôa, 21, todos, até então, sem antecedentes criminais.
Ainda durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais encontraram Anthony Juan Santos Teixeira, de 20 anos. Contra ele, foi cumprido um mandado de apreensão, que estava em aberto, por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas, de quando ele era adolescente. Os alvos foram conduzidos à Draco, onde as ordens judiciais foram cumpridas. Anthony Juan foi conduzido à a Delegacia Metropolitana de Pacatuba, onde o mandado foi cumprido. Agora, os suspeitos estão à disposição da Justiça.
OUTRAS PRISÕES
Ainda de acordo com as informações, outros dois suspeitos de integrar o grupo criminoso cearense foram capturados, na terça-feira, 11, no Rio de Janeiro, quando viajavam e realizavam passeios pelo País, utilizando os valores obtidos com o crime. As investigações continuam sendo feitas por policiais civis catarinenses, sendo que a Polícia Civil do Ceará continua prestando apoio nas diligências investigativas no Estado, a fim de identificar outros envolvidos, direta ou indiretamente, com esse tipo de crime patrimonial.
