Segundo o deputado estadual Cláudio Pinho (PDT), os correligionários que buscam a pacificação do partido com o PT querem “transformar o PDT em um puxadinho do PT”. Nesta terça-feira, 4, André Figueiredo informou que o partido não vai reconhecer nenhuma reunião que não seja convocada pela executiva nacional. Ainda de acordo com Cláudio Pinho, o ocorrido não se trata de uma intervenção, já que, em suas palavras, para se configurar em uma intervenção, a executiva nacional deveria destituir o diretório e nomear uma comissão provisória.
Nesta terça, Cláudio Pinho discorreu sobre o futuro do PDT Ceará. Palco para discussões internas, a disputa pela presidência da legenda no Estado está acirrada: de um lado, Cid Gomes, apoiado pela maioria, do outro, André Figueiredo, atual presidente do PDT Ceará, e presidente interino do PDT Nacional. “[A executiva estadual] Pode se reunir, pode fazer o que quiser, mas decidir não decide nada, porque quem decide é a nacional”, disse Cláudio Pinho.
Ainda para Cláudio Pinho, não houve intervenção, já que não foi feita uma destituição do diretório. “Intervenção tinha que destituir o diretório e montar e nomear uma comissão provisória para gerir o partido, isso não ocorreu. Não houve ainda destituição de diretório e executiva”, afirmou.
O parlamentar disse haver “pessoas bem intencionadas” na discussão, mas criticou os correligionários que desejam sair do partido. “Mas existem pessoas que, na realidade, estão querendo uma carta de alforria para sair do partido”, opinou.
Para o pedetista, a crise no partido vem desde as eleições para o Governo do Estado em 2022, quando uma parte do partido não votou em Roberto Cláudio, candidato na legenda na disputa pelo executivo estadual.
“Foi clara e evidente, para todos os cearenses, a infidelidade dessas pessoas que estão hoje dizendo que são maioria no partido porque o candidato que eles apoiaram foi vencedor na eleição. Agora querem transformar o PDT em um puxadinho do PT”.
