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Deputados criticam empréstimos da gestão Elmano: “empurrando a conta”

Foto: Reprodução/Alece

A situação financeira do Ceará foi destacada por deputados da Assembleia Legislativa do Estado (Alece) durante sessão plenária da Casa, nesta terça-feira, 27. Parlamentares da oposição, como Sargento Reginauro (União), Antônio Henrique (PDT), Alcides Fernandes (PL) e Carmelo Neto (PL), criticaram os empréstimos solicitados pela atual gestão do governador Elmano de Freitas (PT). 

Conforme o principal autor das críticas, Sargento Reginauro, os empréstimos “são para pagar os compromissos de campanha e os juros de empréstimos anteriores”. O parlamentar afirmou que o valor destinado para o pagamento de dívidas em 2023 é 40% maior que o valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) para investimentos, enquanto o valor para investimentos reduziu em relação ao estipulado pela LOA do ano passado. 

“Como falar em desenvolvimento diante de um quadro desse? O parcelamento do aumento salarial dos servidores programado pelo  Governo do Estado foi um alerta da situação financeira do Estado”, refletiu.

Reginauro também afirmou que “vai faltar dinheiro para pagar o salário dos servidores”. Em concordância com o Sargento, Carmelo Neto associou a situação à “agiotagem”. “O Estado está contraindo empréstimo para pagar empréstimo, e empurrando a conta para as próximas gerações”, avaliou

VALORES

Ainda de acordo com Sargento Reginauro, a solicitação de um novo empréstimo, no valor de R$ 2,6 bilhões, deve chegar à Alece para ser aprovada em plenário, em breve. “Será o maior empréstimo da história do estado do Ceará. Isso sem contar o empréstimo de R$ 900 milhões que aprovamos no começo do ano”, expôs.

O parlamentar apontou ainda outro empréstimo solicitado em dezembro do ano passado, durante gestão da ex-governadora Izolda Cela (sem partido). No valor de € 544, a solicitação também foi aprovada pela Casa. O deputado Antônio Henrique lamentou o fato de tantos empréstimos serem feitos não para investir, mas para cobrir dívidas. Alcides Fernandes também comentou o crescimento das dívidas do Estado, enquanto as obras públicas seguem paradas. 

Em nota enviada ao OPINIÃO CE, a Secretaria da Fazenda do Ceará defendeu que o Estado terá, a partir dos empréstimos realizados ou que serão analisados pela Casa, uma “economia significativa a médio e longo prazo”.  A medida permite alongar o perfil da dívida e, “dentro do período de vinte anos, garantir uma economia significativa a médio e longo prazo para o Estado”, segundo a pasta estadual.