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Ceará lança iniciativa visando impulsionar audiovisual no Estado

Foto: Divulgação

Na última quarta-feira, 7, realizadores audiovisuais se reuniram para o lançamento da associação Ceará Audiovisual Independente (CEAVI). A iniciativa tem como missão estimular o desenvolvimento da indústria audiovisual no Ceará, agregando mais de 40 empresas produtoras do setor, abrangendo desde formação, produção e comercialização audiovisual. A solenidade aconteceu no auditório do Sebrae Ceará.

“Nossas principais demandas são investimentos, condições e recursos para realização das nossas obras audiovisuais. A gente precisa de formação, de acesso a recursos, sejam incentivados, subsidiados ou patrocínios, para continuar fazendo esses filmes, que têm ganhado prêmios; as séries, que têm levado o público a assistir o Ceará nas TVs; e os curtas que são muito importantex para os artistas, principalmente os iniciantes“, destaca ao OPINIÃO CE, o presidente da CEAVI, Roger Pires.

“O audiovisual está muito forte, muito bem consolidado. É uma das linguagens que mais gera e movimenta a economia cultural. Então, nossas necessidades vão em torno disso, de atrair o recurso [público] e a participação do setor privado na cultura”, aponta.

Segundo Pires, o lançamento da iniciativa apresenta uma oportunidade importante para que o setor se organize de forma efetiva, englobando atores públicos e privados, e sociedade civil. “É importante para pleitear reivindicações junto ao setor público, para chamar atenção e atrair investimentos ao audiovisual, e também provocar na sociedade diversas ações e iniciativas”, aponta.

A CEAVI é uma iniciativa que surge a partir das demandas do próprio mercado e apresenta como missão estimular o desenvolvimento da indústria audiovisual no Ceará. Para isso, agrega cerca de 40 empresas produtoras em torno de questões relevantes para o setor, desde formação, produção e comercialização.

Além do tempo de mercado necessário para a entrada da empresa na iniciativa, a variedade da associação também inclui técnicas e gêneros como empresas especializadas em animação, documentário, séries, ficção para TV e cinema, além de incluir produtoras da capital e também do interior do estado. Para se associar a CEAVI, as produtoras precisam ser pessoas jurídicas estabelecidas e cadastradas na Agência Nacional de Cinema (ANCINE).

“A gente já está sentando, conversando com o Sebrae Ceará, para ver quais as possibilidades que a gente tem no campo da formação, do empreendedorismo, de atrair recursos. A gente tem conversado muito com as secretarias de cultura, principalmente a do Governo [do Estado], que têm tido um trabalho muito bom, de muita atenção, escuta e eficácia junto ao audiovisual cearense, mas também com os governos municipais, que têm nas mãos os recursos da Lei Paulo Gustavo”, aponta.

“Nós, administradores, diretores, gestores culturais, também queremos nos qualificar para que a gente possa trazer o Ceará ainda mais para o cenário da cultura nacional e que a gente possa disputar recursos, que a gente possa ser reconhecido e que esteja com as nossas produtoras bem embasadas, consistentes e consolidadas no mercado”.

LANÇAMENTO DA CEAVI

Durante o lançamento do projeto, no audiotório do Sebrae, a solenidade também contou com homenagem para o cineasta cearense e presidente de honra da associação, Rosemberg Cariry, que recebeu o prêmio das mãos da secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela. No evento, ela destacou a importância da criação da CEAVI.

“A força das associações é importante para grandes conquistas. Não existe na política brasileira, na política pública, um processo sem articulação dos setores. A experiência da associação política e de pessoas reunidas na defesa de investimentos é fundamental. O recurso sempre é pouco, sempre existe muita coisa a se fazer e existem muitos interesses se movimentando em torno de uma prioridade. A própria Ancine foi construída assim e o próprio audiovisual dentro do campo da cultura é a linguagem que consegue ter mais força política”, pontuou.

Também durante o evento, a articuladora de eventos do Sebrae Ceará, Alice Mesquita, destacou a representatividade do setor no Estado, que ainda não possuía uma entidade nesses moldes.

“O audiovisual é um setor que representa uma cadeia produtiva muito grande. Nós percebemos, através de pesquisa, a pujança que é o setor. Nós não tínhamos uma entidade que pudesse representar o setor. Havia a Câmara Setorial, mas precisávamos fazer parcerias e na hora que veio a iniciativa do CEAVI,  veio a nós uma importante parceria. Desejamos que esses pequenos negócios do audiovisual possam crescer e contribuir com a economia do Estado”, frisou.