O furacão, fenômeno caracterizado pela formação de ventos giratórios na atmosfera atingem a superfície terrestre resultando em fortes tempestades. Valendo-nos de uma analogia para efeito didático, diremos que esse evento meteorológico, formado por um centro de baixa pressão, vamos dizer que os acontecimentos que assolam o Brasil podem ser vistos como furacões igualmente.
Enquanto os furacões mais conhecidos visitam os Estados Unidos tidos os anos, causando destruições de moderadas catastróficas, como o Katrina, os nossos furacões possuem periodicidade de cada quatro anos. E, enquanto o tempo que uns furacões de verdade destrói tudo por onde passa durante até uma semana, o furacão brasileiro começa a destruir antes mesmo de girar, confunde com a calma aparente de seu olho, mas o pior é que leva quatro anos destruindo e com demonstrações de que não para nunca.
Tomemos como exemplo, a preparação para o advento do Furacão Eleições. O serviço de meteorologia do Brasil. Prevê com eficácia elevada, as águas que vão cair, de chuviscos a verdadeiros dilúvios, mas as previsões das eleições no Brasil, por mais que tenham apontado que foi o Chico, o que ganhou, não só a ladainha do desassossego continua, como a sede de vingança se arrasta pela parede do olho desse furacão que não acaba nunca. Embora se diga que ali, no centro, existe uma calma aparente, ela consiste em um anel de altas tempestades elétricas que produzem fortes chuvas e, geralmente, os ventos mais fortes. A analogia faz sentido.
A tempestade não parou ainda. As pancadas não cessam, o sangue nos olhos dos vingadores de plantão está espirrando nos que se digladiaram por meses vendendo promessas de calmaria. Furacões deveria durar uma semana nos seus périplos destrutivos, especialmente só pelo litoral, mas estão espalhados pelo país inteiro. A sede de vingança já ultrapassou os limites da vontade aceitável de escarnecer o adversário que também foi perverso quando teve a caneta azul. Um avião novo vem aí, pode carregar mais gente, mais “companheiros” poderão se ufanar que agora é a vez deles para rir e debochar, mas e nós?
Nem a ilusão de que existe uma PAZ APARENTE NO OLHO DESSE FURACÃO INSUPORTÁVEL para alimentar migalhas de esperança pela bonança, pela calmaria. Embora se diga que ali, no centro, existe uma calma aparente, ela consiste em um anel de altas tempestades elétricas que produzem fortes chuvas e, geralmente, os ventos mais fortes.
Texto de Antonio Capibaribe (antonio.capibaribe@opiniaoce.com.br@opiniaoce.com.br), colunista do OPINIÃO CE.
