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Camilo diz que inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal não impacta no orçamento do MEC

Camilo Santana (PT), ministro da Educação (MEC), reduziu as preocupações acerca da limitação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no arcabouço fiscal, aprovado na Câmara dos Deputados e em análise no Congresso. As declarações foram feitas na manhã desta sexta-feira, 26, durante a participação do senador e ex-governador do Estado na plenária regional promovida para a elaboração do Plano Plurianual (PPA) do Governo Lula (PT), em Fortaleza.

A inclusão do Fundeb no arcabouço fiscal foi rejeitada por diversas entidades da Educação do país. A contrariedade é mantida após a aprovação, pela Câmara, no dia 23, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 93/2023, que estabelece o novo regime fiscal. A maior preocupação, entre os argumentos levantados em audiência pública no Senado, no dia seguinte à aprovação, é o não pagamento do Piso do Magistério.

De acordo com o ministro Santana, a inserção do Fundo não terá impacto no orçamento geral do Ministério. A conclusão foi alcançada por meio de cálculos feitos pelo MEC e também pelo Ministério da Fazenda.

Camilo destacou que a Educação terá “um aumento significativo para o próximo ano, até porque a Educação não estará dentro da limitação de 70% do crescimento do País em 2024. Saúde e Educação vão ser os dois únicos ministérios que vão ter 100% de aumento por essa nova regra que foi aprovada pela Câmara Federal”, disse. Além disso, o ministro reforçou que a complementação do aumento do Fundeb, que é aplicada até este ano, está fora do teto. 

“O importante para nós da Educação é que Saúde e Educação têm regras diferenciadas, vão voltar aos tetos constitucionais anteriores. O aumento do Fundeb, da complementação, que vai até 2023, vai estar fora desse teto, e isso vai representar um aumento significativo no orçamento tanto da Saúde quanto da Educação a partir de 2024”, concluiu.

PREVISTO NA CONSTITUIÇÃO

Em concordância, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), explicou que o arcabouço “não vai limitar os investimentos para educação, ao contrário, ele vai listar prioridades e tirar despesas de outro lugar, porque existe a obrigação constitucional, o percentual constitucional de investimento de dinheiro de recursos federais para Educação”.

“Como eu tenho que atender pelo menos o mínimo, inclusive com o aumento de percentual do Fundeb da União para os estados e municípios, eu vou ter que cortar gastos de outro lugar para conseguir atender esta nova determinação do arcabouço. Resumindo, não muda nada em relação à Educação, muda em relação a outras políticas públicas ou ações que não são tão prioritárias que, se porventura faltar espaço orçamentário, eu tenho que cortar gastos públicos para preservar o percentual da Saúde e da Educação que já estão estabelecidos na Constituição”, ressaltou.