Menu

Evandro Leitão receberá Cid Gomes no Ceará para evento sobre hidrogênio verde

Foto: Governo do Ceará

Atendendo ao convite do presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão (PDT), o senador Cid Gomes (PDT), atual presidente da Comissão de Hidrogênio Verde em Brasília, estará na Casa para participar do debate “Hidrogênio verde: inovação e energia limpa no Ceará”. O evento, que contará com a participação do secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Salmito Filho; do vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Jorge Arbache e demais autoridades, está previsto para acontecer na próxima sexta-feira, 26, no Plenário 13 de Maio, a partir das 9h.

Evandro enfatiza a importância do debate sobre hidrogênio verde e destaca o potencial do Ceará como protagonista na produção dessa inovadora fonte de energia.

“Nessa sessão especial, teremos importantes convidados que mostrarão os impactos do hidrogênio verde no Ceará e no Brasil do ponto de vista social e econômico. Esse é um tema em crescente discussão por conta do alto volume de investimento e de possíveis novos postos de emprego que serão criados e também por uma responsabilidade que todos nós temos na redução da degradação do planeta”, avalia o parlamentar.

O Ceará assinou o 30º Memorando de Entendimento (MoU) com a empresa francesa Voltalia durante a World Hydrogen 2023 no dia 11 de maio, uma das maiores feiras de hidrogênio do mundo. O acordo assinado em Roterdã (Holanda) prevê investimentos privados no Hub de Hidrogênio Verde no Estado, com colaboração das universidade locais e centros tecnológicos, visando a busca pela transição energética e a produção de hidrogênio verde (H2V).

Voltalia é uma das maiores empresas que investe em energia limpa no Nordeste e conta hoje com mais de 1.500 colaboradores. Ela produz e vende eletricidade gerada a partir de instalações eólicas, solares, hidráulicas e de biomassa que possui e opera, além de possuir soluções de armazenamento.

No acordo, as partes se comprometem a cooperar no desenvolvimento de projeto de hidrogênio verde, amônia verde e e-metanol. Entre as iniciativas que devem ser realizadas no âmbito do acordo, estão a capacitação de mão de obra locala estruturação de uma cadeia de mantimentos adequados (supply chain) e condições otimizadas para uma unidade de produção dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará.

H2V COMO COMBUSTÍVEL

Desde 2021, o Ceará trabalha na implantação de um Hub para produção e comercialização de hidrogênio verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). O objetivo é transformar o território cearense em um grande fornecedor global desse tipo de combustível, gerando emprego, renda e contribuindo diretamente para a descarbonização do planeta. Isso porque, para ser considerado verde, as fontes de energia para a produção do hidrogênio devem ser de origem limpa e renovável – como a solar e a eólica.

Em janeiro deste ano, foi produzida a primeira molécula de H2V no Complexo do Pecém. Apesar de ser um importante passo, há ainda gargalos a serem resolvidos, e um dos principais é a necessidade de regulamentar a produção, exploração e comercialização do hidrogênio como combustível.

TRAMITAÇÃO NA ALECE

Ciente desse desafio, a Alece já discute o tema por meio do projeto de lei nº 86/23, de autoria dos deputados Marcos Sobreira (PDT) e Bruno Pedrosa (PDT), que institui a Política Pública Estadual do Hidrogênio Verde. Entre outras propostas, a matéria tem o objetivo de aumentar a participação do hidrogênio verde na matriz energética do Estado e estimular o uso dele como combustível.

“O hidrogênio verde é a energia do futuro, energia limpa, renovável, e hoje nós podemos capitalizá-la por meio do sol e da energia eólica, em que o Ceará é campeão”, avalia Marcos Sobreira. Segundo ele, o objetivo do projeto é incentivar a produção do combustível e criar um marco regulatório estadual.

ÂMBITO FEDERAL

No âmbito federal, a questão do H2V tem sido tratada no Senado pela Comissão Especial do Hidrogênio Verde (CEHV), criada em março deste ano e presidida por Cid. Entre os objetivos da comissão estão debater, no prazo de dois anos, políticas públicas sobre hidrogênio verde, de modo a fomentar o ganho em escala dessa tecnologia de geração de energia limpa e avaliar políticas públicas que estimulem a tecnologia do hidrogênio verde.

Durante sua fala na primeira reunião da CEHV, Cid comentou sobre a importância de se discutir a temática no Parlamento:

“Esse modelo de negócio e seus resultados motivam e justificam a manutenção de um debate no Congresso Nacional que relacione o modo de desenvolvimento do Brasil com as preocupações globais, não apenas quanto ao acesso a fontes ou vetores de energia, como também com relação às mudanças climáticas e seus impactos nocivos para o equilíbrio ambiental do planeta”, defende.

GOVERNO E BANCO MUNDIAL

O Governo do Ceará deve integrar uma força-tarefa internacional do Banco Mundial, que visa estruturar o mercado de hidrogênio verde em países em desenvolvimento. O projeto foi lançado durante a COP 27, realizada no Egito no ano passado, e abordará uma ampla gama de tópicos, desde financiamento, tecnologia e modelos de negócio até governança e economia circular.

Além do Banco Mundial, esse grupo de trabalho contará com o apoio de outras entidades setoriais importantes, como o Hydrogen Council, um dos maiores grupos de empresas de energia do mundo, o Hydrogen Europe, que representa o mercado energético europeu, e o NREL, laboratório de energia renovável do Departamento de Energia dos Estados Unidos. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) também faz parte do projeto, concentrando-se na certificação e contribuindo para a definição de critérios que classifiquem o hidrogênio como um insumo de baixo carbono.