Faltando menos de 10 dias para o fim da quadra chuvosa (fevereiro a maio), o Ceará segue com ao menos 54 reservatórios sangrando. O Ceará atingiu, em 2023, a marca de 71 açudes sangrando. O número é o maior desde 2011, quando foram registrados 67 açudes nesta condição. Atualmente, o Estado possui 9,5 bilhões de m³ de reserva hídrica, o que representa 51,18%.
As regiões do Acaraú, Coreaú, Litoral, Metropolitana e Baixo Jaguaribe estão em situação “muito confortável”, com volumes acima de 70%. Já as regiões do Salgado, Serra da Ibiapaba e Alto Jaguaribe estão na zona “confortável”, com mais de 50% das reservas. A região do Banabuíu, uma das mais críticas antes do início da quadra, chegou a 41,5% de reserva. Os dados são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).
A segunda quinzena de maio apresenta condições de chuvas isoladas, passageiras e não muito expressivas, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Para esta terça-feira, 23, a previsão é de céu variando de parcialmente nublado a poucas nuvens com baixa possibilidade de chuva isolada em todas as macrorregiões. Para quarta-feira, 24,espera-se uma maior condição de estabilidade em todo o Estado, com chuvas isoladas e passageiras somente no Litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité, Sertão Central e Inhamuns e na Jaguaribana, no período da madrugada.
As chuvas previstas estão associadas a áreas de instabilidades oriundas do oceano Atlântico e do leste do Nordeste, além do sistema de brisa e dos efeitos locais (temperatura, umidade e relevo). A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no período da quadra chuvosa, encontra-se posicionada ao norte da Linha do Equador, fora do domínio da imagem de satélite.
FIM DA SANGRIA
Além dos açudes que estão vertendo, outros 17 açudes já sangraram em 2023, mas tiveram seus volumes reduzidos. São eles: Batente, Cachoeira, Cauhipe, Curral Velho, Desterro, Do Coronel, Jatobá II, Jenipapeiro, Muquém, Olho d’Água, Patos, Santo Antônio de Aracatiaçu, São José III, São Mateus, Trapiá III, Ubaldinho e Vieirão. É natural que o volume acumulado nos reservatórios monitorados no Estado tenham volume reduzido ao longo do tempo.
