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Seis cearenses compõem CPIs para investigar fraude na Americanas e manipulação no futebol

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Seis deputados cearenses fazem parte de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) instaladas, nesta quarta-feira, 17, na Câmara dos Deputados. Como titulares, os parlamentares André Figueiredo (PDT) e Yury do Paredão (PL), e Danilo Forte (União Brasil) como suplente, atuam na comissão que investiga uma possível fraude financeira na empresa Americanas. Em outra comissão, que apura a manipulação do resultado de partidas de futebol, estão os deputados Júnior Mano (PL), Domingos Neto (PSD) e Mauro Filho (PDT), todos como titulares.

Os colegiados devem concluir seus trabalhos no prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Além das CPIs do futebol e das Americanas, uma comissão para investigar a atuação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) também foi instalada, no mesmo dia.

AMERICANAS

Visando apurar a possível fraude contábil da ordem de R$ 20 bilhões na Americanas, a CPI será presidida pelo deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE). Para relator, foi nomeado o deputado Carlos Chiodini (MDB-SC). O titular cearense Júnior Mano atuará como 1° vice-presidente. Ao todo, a comissão contará com 27 titulares e 27 suplentes.

De acordo com o presidente Ribeiro, a ideia é de que a comissão se reúna, pelo menos, em uma sessão por semana. Segundo o relator Chiodini, na próxima semana deve ser apresentado o plano de trabalho do colegiado aos membros. A proposta deve ser aprovada pelos integrantes para dar continuidade à investigação. 

O presidente ressaltou que “o Brasil precisa ter um ambiente de negócios equilibrado, mas não pode permitir qualquer tipo de fraude que possa arranhar a imagem do Brasil no que diz respeito à economia”.

FUTEBOL

Na comissão para investigar o esquema de manipulação de resultados no futebol brasileiro, os deputados Júlio Arcoverde (PP-PI) e Felipe Carreras (PSB-PE) atuarão como presidente e relator, respectivamente. Como 1° vice-presidente foi escolhido o deputado cearense André Figueiredo. A CPI será composta por 34 deputados titulares, e outros 34 suplentes.

A iniciativa para criar a CPI partiu de investigações feitas pelo Ministério Público de Goiás – Operação Penalidade Máxima – que levantaram suspeitas de manipulação no resultado de quatro jogos da série B. Os parlamentares acreditam que as irregularidades também tenham sido cometidas em partidas de outras séries. Para o relator Carreras, esse talvez seja “o maior escândalo do futebol brasileiro”, com prejuízo para a credibilidade do esporte.

Após o término do prazo de 120 dias, um relatório será elaborado com as conclusões da investigação e encaminhado ao Ministério Público ou à Advocacia-Geral da União para que sejam tomadas medidas legais, incluindo a responsabilização civil e criminal dos infratores. A próxima reunião da CPI está agendada para o dia 23 de maio, quando será apresentado o plano de trabalho e aprovados os primeiros requerimentos.