Nesta terça-feira, 9, cinco cozinhas solidárias de cinco associações de Fortaleza foram visitadas pelo Pacto Ceará Sem Fome, do Governo do Estado e pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). A iniciativa objetiva o levantamento de dados para capacitação e fornecimento de alimentos e de equipamentos, possibilitando o funcionamento das unidades em todo o Estado, para elaboração de refeições que serão fornecidas a pessoas em situação de insegurança alimentar.
A secretária do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Alece, Luíza Martins, salientou que o mapeamento e visitas às cozinhas fazem parte do trabalho de base que diagnosticará as principais necessidades dos equipamentos selecionados. A ideia inicial, segundo apontou a secretária, é que o município que não possui a cozinha receba o kit, e as que já estão funcionando sejam atendidas de acordo com a sua necessidade.
“Hoje sabemos que 80% dos municípios cearenses não possuem uma cozinha solidária, e tantas outras ainda se mantêm, mas com bastante esforço. No dia 16 de maio, vamos divulgar esse diagnóstico na Comissão Especial de Combate à Fome da Alece e ele embasará os critérios para a distribuição dos cerca de 350 kits”, adiantou Luíza.
Segundo o assessor especial do Governo do Estado, Aglaylson Figueiredo, a primeira etapa do programa consiste em fazer uma série de visitas às comunidades e conhecer as cozinhas comunitárias já existentes, visto que o intuito é fortalecer os trabalhos de combate à fome. “Enquanto esse trabalho de diagnostico é feito, o Governo já está em fase de edital para a escolha das cozinhas que atenderem aos critérios impostos”, assinalou Figueiredo.
ENTIDADES VISITADAS
A cozinha solidária do Projeto das Famílias Acolhidas pela Igreja Solidária (Facis), da Paróquia São Pedro e São Paulo, do bairro Jardim Guanabara, foi a primeira a ser visitada. À frente na entidade, Nenê Farias afirmou que toda ajuda recebida faz muita diferença para o projeto, uma vez que aumenta a sua capacidade de atendimento.
“Todo aporte vindo é importante para nosso projeto, pois aumenta nossa capacidade. Atendemos famílias em situação de precariedade e alguns em situação de rua com almoço, banho para aqueles que se sentem à vontade, doação de roupas e atendimento psicológico. Aqui se acolhe a família e é feito um acompanhamento, capacitando-os para viver em sociedade, dando dignidade”, acrescentou.
Outra entidade visitada nesta manhã foi a Associação Beneficente às Crianças do Antônio Bezerra. Para a responsável, Celina Silva, o apoio dos poderes às iniciativas populares é fundamental: “Nossa comunidade é muito carente, e o alimento é a principal necessidade. É muito difícil manter esse trabalho diariamente, então esse apoio, tanto nos utensílios como em alimentos, vem em excelente hora. Nossa comunidade é carente, mas buscamos o melhor para ela, não pode ser qualquer coisa ou de qualquer jeito”, frisou.
Também foram visitadas a Associação dos Moradores de Autran Nunes, o Projeto de Desenvolvimento Cultural Arte e Cor, no bairro Autran Nunes, e o Instituto SOS Periferia, do bairro Canindezinho. Pela Alece, durante as visitas, estiveram presentes representantes da Comissão de Proteção Social e Combate à Fome, o Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos e o Comitê de Responsabilidade Social.
