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Câmara aprova PL que escreve o nome de Padre Cícero no Livro de Heróis da Pátria

Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte. Foto: Antonio Rodrigues/Arquivo

O projeto de lei que escreve o nome do Padre Cícero no Livro de Heróis da Pátria foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 4. O anúncio foi feito pelo deputado federal José Guimarães (PT), autor da proposta. Mais cedo, o petista havia informado sobre a votação da urgência e do mérito do PL 10/2020. O Livro dos Heróis da Pátria destina-se ao registro perpétuo do nome dos brasileiros ou de grupos de brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria, para sua defesa e construção, com excepcional dedicação e heroísmo.

Padre Cícero nasceu em Crato, no Cariri cearense, em 24 de março de 1844. Filho de Joaquim Batista e Joaquina Romana, que era conhecida por todos como “Dona Quinô”. Em 1865, aos 21 anos, entrou no seminário em Fortaleza. Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870, com 26 anos.

Padre Cícero, tido como ‘santo popular’ e que leva milhares de fiéis anualmente a Juazeiro do Norte, é conhecido pelo milagre da hóstia. Segundo fiéis, durante o momento eucarístico de uma missa celebrada pelo sacerdote, um pedaço da hóstia sagrada teria se transformado em sangue na boca da beata Maria de Araújo. O milagre teria se repetido em outras ocasiões. Padre Cícero ficou muito próximo de ser excomungado da Igreja, em 1916, mas a sentença não chegou a ser executada pelo então bispo Dom Quintino Rodrigues de Oliveira.

BEATIFICAÇÃO

Autorizado pelo Vaticano em agosto do ano passado, o processo de beatificação do Padre Cícero foi iniciado em 2022. O pedido para a beatificação foi feito por Dom Magnus Henrique Lopes em maio do último ano. Os processos de beatificação e de canonização são os mesmos, mas ocorrem em etapas diferentes. No primeiro passo é feito o reconhecimento como beato e, depois, a canonização, que é o período que se reconhece o santo.

O processo de beatificação do sacerdote deve durar muitos anos. Por exemplo, outros cinco cearenses também postulam o título de “beato”, tendo como caso mais antigo o de Francisca Benícia Oliveira, a Irmã Clemência, natural de Redenção, que é conduzida pela Arquidiocese de Fortaleza, desde 1975.