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Seminário debate novas oportunidades de negócios para o setor de eventos no Ceará

Durante a Semana do Profissional de Eventos, o Senac Aldeota realizou o seminário “Oportunidades de negócios no Setor de Eventos”. O evento ocorreu nesta terça-feira, 25, com entrada gratuita. A iniciativa, que é fruto de uma parceria entre Sindieventos Ceará, Associação Brasileira de Empresas de Eventos – Estadual Ceará (Abeoc Ce) e o Visite Ceará, objetiva ampliar a visão dos profissionais sobre o setor de eventos e as novas fontes de recursos, bem como apresentar às empresas dos demais setores opções de fornecer seus produtos e serviços ao mercado.

Na abertura, a secretária de Turismo do Ceará, Yrwana Albuquerque, apresentou a palestra “Turismo de Negócios”, tendo como case o Centro de Eventos do Ceará. Em seguida, o encontro recebeu Joaquim Cartaxo, superintendente do Sebrae Ceará, com o tema “Cultura e Evento”; Paulo Benevides, economista e diretor da Propono Consultoria Cultural, com sua palestra “Como viabilizar negócios na Economia Criativa?”; além de Jack Schaumann, mentor e consultor, mostrando “Como realizar bons negócios pelos seus comportamentos”; e Rosier Alexandre, consultor organizacional, com seu trabalho “Reinvenção pós-pandemia”.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em 2020, o mercado criativo brasileiro movimentou R$ 217 bilhões, representando 2,9% do PIB Nacional. Para o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, os resultados do estudo da entidade fluminense mostram o potencial contributivo da Economia Criativa para o desenvolvimento do país na geração de trabalho, renda e valorização da cultura brasileira. “Este é um segmento que vem crescendo a cada ano e que vem possibilitando o surgimento de novos negócios e ampliando a geração de emprego. Por isso a importância de se promover o debate sobre este tema”.

NA CULTURA

O ascendente mercado cultural agrega valor em todos os setores da economia global, sendo a principal fonte de geração de renda para milhares de produtoras de projetos culturais das diversas linguagens artísticas que podem ser beneficiadas com leis de incentivo, fundos e editais, como, por exemplo, a Lei Paulo Gustavo, que prevê, em 2023, o repasse de R$ 3,86 bilhões ao setor cultural brasileiro.

O consultor Paulo Benevides destaca a cultura como um grande propulsor de negócios, tanto com demandas de suprimentos e logísticas como um importante ativo na valorização dos empreendimentos.

“Por ser um setor transversal com os demais setores econômicos, possibilita a abertura de negócios para micro e pequenas fornecedoras de produtos, serviços, estruturas e logísticas dos mais variados ramos para suprir as demandas dos projetos culturais, eventos corporativos e ações de turismo. Assim como agrega valor, seja oferecendo no estabelecimento ações artísticas como música ao vivo, dança, teatro, exposições, cinema, livros, artesanato e moda para atrair mais consumidores, seja utilizando a arte como matéria-prima e incremento dos produtos e serviços das empresas”, explica.

Além disso, empresas que apoiam projetos culturais vinculam a sua marca a ações bem vistas pela sociedade, o que, segundo o consultor, amplia as oportunidades de divulgação na mídia e cumpre função de responsabilidade social, muitas vezes utilizando-se de isenção fiscal. “Por isso é fundamental que os agentes culturais, produtores e profissionais ligados ao setor criativo entendam como participar de editais, onde procurar investimentos e quais oportunidades estão disponíveis para o seu tipo de negócio”, finaliza Paulo Benevides.