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UECE registra crescimento e alcança nota 3,4 em índice do MEC

Foto: Reprodução/ Uece

A Universidade Estadual do Ceará (Uece) obteve nota 3,420 no Índice Geral de Cursos (IGC) realizado em 2021 e divulgado neste ano. Com o resultado na chamada “Nota do MEC”, a universidade cearense se mantém na faixa de nota 4, perfil considerado “muito bom”. Nesta edição foram avaliadas 2.012 Instituições de Ensino Superior, das quais 22,5% delas obtiveram IGC faixa 4 e apenas 2,3% obtiveram nota 5.

O índice contínuo de 3,420 obtido pela Uece nessa avaliação mostra um crescimento de 12,83% comparado à avaliação anterior. Segundo o reitor da Uece, professor Hidelbrando Soares, o resultado é fruto de uma maturidade acadêmica e científica da universidade. “Como reitor da UECE, estou muito feliz pelo desempenho da universidade nesse índice do MEC que engloba tanto nossos cursos de graduação quanto de pós. Eu diria que a universidade está numa crescente na busca pela excelência acadêmica por meio de professores e pesquisadores da instituição”, afirmou.

O reitor também falou sobre a tentativa da universidade em manter a excelência nos cursos de graduação e pós. “Nossa graduação, a cada ano, se torna uma graduação que forma muito bem e forma com muita qualidade. Além da nossa robusta expertise científica e acadêmica na nossa pós, especialmente na nossa pós graduação stricto sensu. Nesses últimos 20 anos a Uece se tornou uma referência regional e nacional por meio dessas áreas”, ressaltou.

Neste ano, a Uece ficou na parcela de 22,5% das universidades brasileiras com nota 4 no MEC. O indicador é desenvolvido a partir de média ponderada das notas dos cursos de graduação e de pós-graduação das instituições. O resultado é expresso em valores contínuos, de 0 a 500, e em faixas, de 1 a 5. Dessa forma, é sintetizada, em um único indicador, a qualidade de todos os cursos de graduação e de pós-graduação de cada instituição de ensino superior.

Para chegar ao resultado, o IGC leva em consideração a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação; a distribuição dos estudantes entre as diferentes etapas de ensino superior (graduação ou pós-graduação stricto sensu); e a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC), que foi também divulgado.

DESCENTRALIZAÇÃO

O CPC leva em conta a qualidade de ensino dos cursos de graduação avaliados no último ciclo do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a avaliação do corpo docente pelo Censo da Educação Superior e a percepção dos estudantes obtidas através de questionário do Enade. Para o CPC, 59 cursos da Uece foram avaliados, dos quais 25 obtiveram nota 4, indicando que mais que triplicaram os cursos da instituição com esse conceito. Esses cursos estão espalhados pelos campi da Uece – 10 em Fortaleza (Itaperi e Fátima), seis em Quixadá (Feclesc), cinco em Limoeiro do Norte (Fafidam), um de Iguatu (Fecli), um em Tauá (Cecitec), um em Crateús (Faec) e um em Itapipoca (Facedi).

Para o reitor, esses números apontam o crescimento da Universidade de modo descentralizado. “A pós-graduação e a pesquisa no interior, sem dúvidas, são estratégicas para o desenvolvimento do estado e para a inclusão social, pois mais pessoas têm a oportunidade de cursar mestrados e doutorados com qualidade e excelência em seus próprios municípios e de continuar atuando nas microrregiões do interior”, finalizou.