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OMS confirma primeira morte por gripe aviária no mundo

Foi confirmada nesta quarta-feira,12, a primeira morte por gripe aviária no mundo. A informação, divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), confirma que uma mulher, de 56 anos e moradora da província chinesa de Guangdong, começou a apresentar sintomas em 22 de fevereiro. No dia 3 de março, ela precisou ser hospitalizada em decorrência de uma pneumonia grave e morreu no dia 16 deste mesmo mês. No dia 27 de março, o governo chinês confirmou que a paciente foi infectada pelo vírus causador da gripe aviária, o H3N8.

A vítima tinha comorbidades e um histórico de exposição a aves vivas antes do início dos sintomas da doença, além de ter tido contato com pássaros selvagens dentro da própria casa. Esse caso foi detectado por meio do sistema de vigilância de infecções respiratórias agudas graves.

Conforme a OMS, apenas três casos de gripe aviária foram identificados em humanos em todo o mundo, sendo todos localizados na China. “Uma investigação epidemiológica e o rastreamento de contatos próximos foram realizados. Não foram encontrados outros casos entre pessoas próximas ao indivíduo infectado”, destacou a entidade, por meio de nota.

Ainda conforme a organização, “o vírus não parece ter a capacidade de se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e, portanto, o risco de se espalhar entre humanos em níveis nacional, regional e internacional é considerado baixo”, enfatiza a OMS que ressalta também a importância da vigilância global para detectar alterações virológicas, epidemiológicas e clínicas associadas aos vírus influenza circulantes.

No último dia 30 de março, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou portaria onde suspende por 90 dias, em todo território nacional, feiras de aves e qualquer evento com aglomeração desses animais. O objetivo é prevenir o Brasil do risco de ingresso e disseminação da gripe aviária (influenza aviária) por todo país.

Além disso, esta portaria também suspendeu a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados, em todo território nacional. A medida se aplica “a toda e quaisquer espécies de aves de produção ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades”.

AÇÕES NO CEARÁ

Em entrevista ao OPINIÃO CE no último dia 1º de abril, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) afirmou que vem realizando ações em consonância com a movimentação em todo País na fiscalização e prevenção contra a gripe aviária. Conforme a pasta, o trabalho, que vem sendo desenvolvido desde fevereiro deste ano, já realizou coletas em 95 granjas industriais e, até agora, não verificou a presença do vírus no Ceará. O trabalho preventivo baseia-se no Plano de Vigilância de Influenza aviária do MAPA.

Ainda durante a entrevista, o gerente da Adagri, David Caldas, destacou como o trabalho preventivo vem sendo desenvolvido no Ceará. “Nossos auditores fiscais e agentes estão realizando vigilância ativa em granjas avícolas comerciais de frango de corte e galinhas poedeiras, onde são coletadas amostras de sangue e são realizados suabes de cloaca e traqueia dos planteis”.

Conforme David, durante o mês de março, ocorreram ações de vigilância ativa nas criações e fundo de quintal (subsistência), onde são coletadas amostras de galinhas, patos, marrecos, gansos, etc. Nos locais, segundo a Agência, existe um risco maior de ser detectado a presença do vírus em virtude do contato que pode existir dessas aves com outras silvestres.

FISCALIZAÇÃO

As fiscalizações são realizadas por auditores e agentes fiscais em todos os 184 municípios cearenses, por meio dos 40 escritórios locais da Agência. Além disso, a Adagri promove treinamentos para seu corpo técnico acerca do plano de ação para contingenciamento de focos de doenças em animais de produção, dentre elas a influenza aviária de alta patogenicidade, ou seja, doenças com alta capacidade de produzir alterações fisiológicas em hospedeiros, como os seres humanos, por exemplo.

Conforme informações da Adagri, os atendimentos são realizados por meio de vigilância passiva quanto à suspeita de ocorrência de doenças de notificação obrigatória que ocorram em propriedade rurais em todo Ceará.