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Girão apresenta requerimento para obter gravações e imagens do Senado do 8 de janeiro

O senador cearense Eduardo Girão (Novo) protocolou na terça-feira, 22, um ofício ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), solicitando a íntegra das gravações e imagens geradas pelos sistemas de monitoramento da Casa Revisora da República, referente aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. “Essa, talvez, seja a forma mais segura de identificarmos os verdadeiros responsáveis pelos deploráveis atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes”, afirmou o senador em suas redes sociais.

Ainda conforme o senador cearense, a bancada do seu partido na Câmara dos Deputados ingressou com o mesmo pedido, para que as imagens da casa vizinha sejam acessadas. “Ter acesso às imagens do circuito interno de câmeras é de primordial importância para conhecermos a verdade e não descansaremos até que tudo se torne público”, afirma Girão. O ofício apresentado por Girão teve apoio dos deputados federais Adriana Ventura, Marcelo van Hattem e Gilson Marques, ambos também do Partido Novo.

ATOS GOLPISTAS

Ao menos 290 investigados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro seguem presos em Brasília em decorrência das condutas consideradas graves e responderão por crimes como dano qualificado, abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.

Na última quinta-feira, 16, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a soltura de mais 129 investigados, que irão cumprir medidas cautelares.

Nesse mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou mais de 100 pessoas envolvidas nos atos golpistas. O número de denunciados chega agora a 1.037. Ainda conforme a PGR, eles devem responder em liberdade por incitação à prática de crime e associação criminosa. Em caso de condenação, as penas podem chegar a três anos e três meses de reclusão.

Segundo o balanço final divulgado na última quinta-feira, 16, pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, dos cerca de 1,4 mil presos no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.