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Com mais quatro açudes, número de reservatórios sangrando no Ceará sobe para 30

Foto: Divulgação/Cogerh

De acordo com dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), às 9h30 desta quinta-feira, 23, um total de 30 açudes estão sangrando no Ceará. Os últimos reservatórios que verteram foram os açudes Muquém, em Cariús; Santo Antônio de Aracatiaçu, em Sobral; Patos, em Sobral; e Jenipapo, em Meruoca.

Além dos açudes que estão sangrando, outros 10 apresentam capacidade de mais de 90%: Jatobá II (Ipueiras), Curral Velho (Morada Nova), Angicos (Coreaú), São Mateus (Canindé), Gavião (Pacatuba), Malcozinhado (Cascavel), Pacajus (Chorozinho), Olho d’Água (Várzea Alegre), São Domingos II (Caririaçu), e Ubaldinho (Cedro).

Comparado ao mesmo período do ano passado, o volume total dos açudes está 10,1 pontos porcentuais maior, com 35,1% comparado aos 25% de 2022. Krishna Martins, analista em gestão de recursos hídricos, analisou o que o número significa. “É um número animador, entretanto devemos ter uma certa cautela, pois ainda estamos nos recuperando de anos seguidos de estiagem”, disse.

Apesar dos bons números, algumas Bacias Hidrográficas estão em situações mais delicadas, como a do Banabuiú, com 13%, e Sertões de Crateús, com 14%. Já as Bacias do Coreaú, Acaraú e Metropolitanas, apresentam os melhores indicadores do Estado, com 90%, 72% e 72,1%, respectivamente.

Krishna completou sobre a operação dos reservatórios:

“Ao fim das chuvas, são avaliadas as demandas e feitas reuniões com os colegiados dos Comitês de Bacias onde são deliberadas as vazões de água para um horizonte de aproximadamente um ano. O intuito é garantir uma operação segura para todos e atender as demandas prioritárias estipuladas pela legislação”.